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Cientistas mostram que cannabis pode induzir lembranças de eventos inexistentes

Novo estudo sugere que o THC pode aumentar falsas memórias durante a intoxicação, ao alterar a formação e recuperação de memórias

Cigarro De Maconha
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  • Estudo publicado na Revista de Psicofarmacologia sugere que o THC pode aumentar a chance de lembrar de coisas que nunca aconteceram.
  • Os pesquisadores apontam que os efeitos vão além do esquecimento e podem influenciar a formação e a recuperação de memórias durante a intoxicação.
  • O THC atua no sistema endocanabinoide e pode alterar a maneira como o cérebro constrói memórias, com o hipocampo envolvido nesse processo.
  • A pesquisa foca em entender como a cannabis interfere nos mecanismos de codificação, armazenamento e recuperação de lembranças.
  • O estudo reforça a ideia de que a memória é reconstruída pelo cérebro ao acessá-la, o que pode abrir caminho para novas avaliações sobre riscos do uso.

Um estudo publicado na Revista de Psicofarmacologia aponta que o THC, principal componente psicoativo da cannabis, pode aumentar a probabilidade de lembrar eventos que nunca ocorreram. A pesquisa foca em como a intoxicação pode distorcer memórias.

Os resultados sugerem que a substância interferiria na formação e recuperação de lembranças, indo além do simples esquecimento. Os autores destacam que o efeito ocorre durante o estado de intoxicação, quando o cérebro está sob a influência da cannabis.

A pesquisa detalha que o THC atua no sistema endocanabinoide, uma rede cerebral envolvida na codificação de memórias. O estudo reforça a ideia de que a lembrança humana não é um registro fiel, mas uma reconstrução sujeita a influências químicas.

Como o THC afeta a memória

A equipe de pesquisadores explica que o hipocampo, área-chave para novas lembranças, reage de modo diferente sob a ação da substância. A modulação neurotransmissora pode levar à criação de falsas memórias durante a intoxicação.

Os autores destacam que esses achados ajudam a compreender falhas de memória relatadas por usuários. Ainda não se sabe se os efeitos são reversíveis a longo prazo, nem quais doses desencadeiam maior risco.

Estudos futuros devem esclarecer mecanismos específicos e potenciais impactos em indivíduos vulneráveis. A pesquisa ressalta a necessidade de avaliação cuidadosa dos efeitos de curto e longo prazo da cannabis sobre a memória.

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