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Como é medida a capacidade do porta-malas do carro: entenda os métodos

Brasil não possui norma única para medir porta-malas; padrões VDA e SAE geram números diferentes e impactam a comparação entre modelos

O SUV de sete lugares aposta no luxo e no conforto para conquistar espaço no mercado brasileiro. Crédito: Estadão
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  • Existem três métodos comuns de medição do porta-malas: VDA, SAE e a aferição completa, que usa o volume do compartimento como se fosse cheio de água.
  • VDA, usado principalmente por marcas europeias, usa blocos de plástico de exatamente um litro para simular o espaço, resultando em números mais conservadores.
  • SAE, utilizado por marcas norte‑americanas, utiliza prismas e blocos de tamanhos variados para simular bagagens reais.
  • Aferição completa é mais otimista, calculando o volume bruto como se o espaço estivesse completamente cheio de líquido, elevando a litragem.
  • No Brasil não há regulamentação única; as montadoras podem escolher o índice e já houve casos, como o do Chevrolet Onix Plus, em que a troca do método aumentou 31 litros sem alterar o fuselagem.

O conteúdo explica como é medida a capacidade do porta-malas de carros e por que os números variam conforme o método utilizado. O tema envolve padrões globais, diferenças entre VDA, SAE e a aferição por líquido, além de impactos práticos para consumidores.

Pesquisas mostram que fabricantes adotam três métodos comuns: VDA, SAE e a medição por líquido. O VDA usa blocos de plástico que simulam 1 litro e não ocupam vãos estreitos, o que resulta em número conservador.

O SAE, utilizado por marcas americanas, emprega prismas e blocos de diferentes formatos para refletir bagagens reais, sem padronização rígida entre modelos. Aferição por líquido considera o espaço preenchido por água, valorizando o volume total.

Padrões no Brasil e impactos práticos

No Brasil não há regulamentação unificada para portas-malas. Embora o VDA sirva como base técnica, cada montadora pode escolher o índice que preferir, o que gera variação entre modelos.

Um caso ilustrativo envolve o Chevrolet Onix Plus, que ganhou 31 litros no volume declarado ao migrar do SAE para o VDA, sem alterações físicas. A mudança ocorreu na homologação.

Essa transição permitiu acomodar blocos adicionais nas áreas superiores, elevando a litragem de 469 para 500 litros. O desenho da traseira, a boca de carga e os recortes internos também influem no espaço efetivo.

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