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Descoberta genética aponta 19% de genoma de hominídeos desconhecidos em humanos

Descoberta aponta que até dezenove por cento do genoma de populações africanas modernas vem de hominídeo desconhecido, cruzamento ocorrido há cinquenta mil anos

(Imagem ilustrativa)Fragmentos de genes herdados de espécies humanas arcaicas que nunca foram identificadas por fósseis
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  • Cientistas da UCLA identificaram até 19% de DNA de uma espécie de hominídeo desconhecida, chamado DNA Fantasma, no genoma de populações da África Ocidental.
  • As assinaturas genéticas não correspondem a Homo sapiens, Neandertais ou Denisovanos, sugerindo cruzamentos com uma espécie ainda não encontrada em fósseis.
  • O cruzamento teria ocorrido há cerca de cinquenta mil anos, possivelmente na África, conforme análise genética.
  • A ausência de fósseis pode ser explicada pelo clima quente e úmido da África Ocidental e Central, que dificulta a preservação de ossos e DNA antigo.
  • A descoberta indica que a história humana é de mosaico genético, com vantagens evolutivas potenciais, como melhorias imunológicas e adaptação a dietas locais.

A descoberta de fragmentos de DNA herdados de espécies humanas arcaicas voltou a mexer com a genética moderna. Pesquisadores identificaram até 19% de um genoma desconhecido em populações da África Ocidental, sugerindo a participação de hominídeos não identificados em mais de 50 mil anos de história.

A pesquisa, conduzida por cientistas da UCLA, utilizou inteligência artificial e modelos estatísticos para analisar o genoma humano atual. Os algoritmos não encontraram semelhança com Homo sapiens, Neandertais ou Denisovanos, sugerindo a existência de uma espécie antiga ainda não descoberta em fósseis.

Como foi feito o estudo e o que significa

A equipe comparou sinais genéticos presentes em populações modernas com padrões esperados de extinção antiga. Os melhores ajustes indicaram um cruzamento entre humanos modernos e o chamado Hominídeo Desconhecido há cerca de 50 mil anos, possivelmente no continente africano.

Entre as evidências estão variações que aparecem com maior frequência em populações da África Ocidental, variando de dois a 19% do genoma herdado desse ancestral misterioso. Em contraste, a contribuição de Neandertais e Denisovanos permanece entre 1% e 5% em diferentes regiões.

Por que os fósseis desse ancestral nunca foram encontrados

A ausência de ossos não é compatível apenas com lacunas de achados. Estudos do Instituto Max Planck apontam fatores que dificultam a preservação na África, como solo ácido, poucas cavernas secas e calor que degrada DNA antigo, especialmente em regiões tropicais.

Essa leitura reforça a ideia de que a história genética humana não é linear. A pesquisa sugere que nossos antepassados formaram um mosaico genético com múltiplas contribuições de espécies arcaicas.

Quais impactos evolutivos foram sugeridos

Especialistas do Projeto 1000 Genomas destacam benefícios potenciais do DNA fantasma, incluindo resistência a doenças tropicais e adaptação a dietas locais. Há também menções sobre pigmentação da pele para suportar a radiação no equador.

Os pesquisadores apontam que a miscigenação pode ter proporcionado vantagens imunológicas importantes para a população africana antiga, ampliando a diversidade genética já existente entre os humanos modernos.

O que muda na leitura da árvore genealógica

A presença de traços de uma espécie desconhecida reforça a visão de uma história humana entrelaçada por cruzamentos e migrações. Homo sapiens aparece como um mosaico de várias linhagens extintas, não como uma linha única de evolução.

A pesquisa reforça a importância da bioinformática para entender origens e migrações. Ela mostra que o DNA transporta sinais de encontros entre espécies distintas ao longo de milhares de anos.

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