- O inverno aumenta os casos de dor de garganta em crianças no Rio Grande do Sul, devido ao ar frio e seco e a mais tempo em ambientes fechados.
- A maior parte dos quadros é viral, ligados a gripes e resfriados, mas infecções bacterianas podem ocorrer e exigir tratamento diferente.
- O diagnóstico envolve avaliação clínica e exames laboratoriais rápidos para detectar a bactéria Streptococcus pyogenes.
- Medicamentos sem prescrição, especialmente antibióticos, devem ser evitados; antibióticos só quando há confirmação de infecção bacteriana.
- Em casa, mantenha ambientes ventilados, hidratação e repouso; procure pronto atendimento se aparecer dificuldade respiratória, prostração, recusa de líquidos ou febre alta persistente.
O aumento de dores de garganta em crianças no Rio Grande do Sul acompanha o inverno, com ar seco e ambientes fechados favorecendo a circulação de vírus. A congestão, tosse, febre e recusa alimentar costumam aparecer juntos, às vezes acompanhados de sonolência.
O médico Silvio Baptista, 1º vice-presidente da SPRS, explica que a maioria dos casos tem origem viral. Entretanto, infecções bacterianas também podem ocorrer e exigem tratamento diferente, com avaliação cuidadosa do estado geral da criança.
A diferenciação entre vírus e bactéria depende da combinação de sinais. Em crianças pequenas, os vírus são mais comuns e costumam apresentar coriza e obstrução nasal, além de tosse. Bactérias costumam provocar febre alta, dor para engolir e mal-estar, com vermelhidão e amígdalas aumentadas, às vezes sem coriza.
Para confirmar o diagnóstico, médicos costumam coletar material da orofaringe para detectar a presença de Streptococcus pyogenes. O diagnóstico preciso evita uso indevido de antibióticos e orientar o tratamento adequado.
A SPRS alerta para evitar medicações sem prescrição, em especial antibióticos. Em grande parte dos casos, a dor de garganta é viral e requer apenas repouso, hidratação e analgésicos autorizados pelo médico. Medicamentos para febre devem acompanhar o mal-estar.
Medidas de prevenção incluem boa ventilação de casa e escola, agasalhar bem as crianças, estimular a respiração nasal e manter a hidratação. Em dias de ar seco, umidificadores ajudam a proteger as mucosas, e líquidos mornos aliviam a garganta.
Pais devem acionar o pronto atendimento se surgirem dificuldade respiratória, prostração, sonolência excessiva, recusa de líquidos ou febre alta que não cede com o tratamento. Bebês e crianças com doenças crônicas demandam monitoramento mais rigoroso.
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