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IA desenvolve estratégias de sobrevivência sem instrução humana, aponta Harvard

Harvard: IA evolui sozinha em ambiente virtual, exibindo cooperação, disputas por recursos e estratégias de sobrevivência sem instrução humana

No experimento de Harvard, pesquisadores criaram agentes de inteligência artificial para sobreviverem no ambiente virtual sem nenhuma instrução
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  • Pesquisadores da Universidade de Harvard criaram agentes de inteligência artificial que evoluíram para sobreviver em um ambiente virtual sem instrução humana.
  • Os agentes, controlados por uma pequena rede neural, mostraram comportamentos como migrações, disputas por recursos e cooperação entre si.
  • A reprodução digital envolveu pequenas mutações nas redes neurais, com os mais eficientes sobrevivendo e se estabelecendo ao longo de milhões de ciclos.
  • Em ambientes grandes, surgem comportamentos mais estáveis; em mundos menores, tais estratégias tendem a desaparecer com mais facilidade.
  • Especialistas ressaltam que quanto mais autônomas ficam, mais difícil é prever e controlar as ações dessas máquinas; o estudo sugere aplicações para resolver problemas bem definidos.

Pesquisadores da Universidade de Harvard criaram agentes de inteligência artificial que evoluíram sem qualquer instrução humana. O estudo foi publicado em 2025 no site arXiv e liderado por Aaron Walsman, do Instituto Kempner.

Os agentes receberam um ambiente virtual tipo tabuleiro e a regra de sobrevivência: acumular recursos para sobreviver e se reproduzir. Não houve dados de treino nem metas pré-definidas para guiar o comportamento.

A pesquisa mostra sinais de cooperação, disputa e adaptação entre os agentes. Ao reproduzirem, pequenas mutações são introduzidas na rede neural que funciona como o cérebro digital.

Dinâmica operária e resultados

Com o tempo, a população evoluiu, criando estratégias cada vez mais complexas de migração e de ataque a rivais. Em ambientes maiores, comportamentos sofisticados se fortalecem.

Especialistas externos, que não participaram do estudo, apontam a dificuldade de prever ações de sistemas cada vez mais autônomos. A evolução artificial pode tornar o controle mais desafiador.

Para especialistas, a ideia é que avanços assim abririam caminho a sistemas que criem estratégias eficientes de forma independente, adaptando-se a ambientes complexos sem treinamento explícito.

Perspectivas e implicações

O estudo ressalta que o experimento é uma versão simplificada da evolução biológica, não um ecossistema real. Ainda assim, mostra como a interação entre agentes autônomos pode gerar comportamentos emergentes.

Claus Aranha, da Universidade de Tsukuba, compara o processo à evolução por replicação imperfeita que confere vantagem. Em poucos milhares de ciclos, resultados relevantes aparecem no experimento de Harvard.

O pesquisador Diogo Cortiz, da PUC-SP, destaca o papel da liberdade de aprendizado entre os agentes. Segundo ele, o diferencial está na ausência de um objetivo fixo que direcione a tarefa.

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