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Mergulho em mar barulhento revela baleias muito raras

Com menos de 100 baleias Rice’s restantes, o ruído de explosões sísmicas no Golfo do México pode atrapalhar comunicação e alimentação, ampliando o debate sobre exploração de petróleo

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  • Existem menos de cem baleias de Rice’s no planeta, elas vivem exclusivamente no Golfo do México e estão sujeitas aos blasts de pistolas de ar usadas em estudos do solo marinho para petróleo e gás.
  • Os sons dos blasts de ar competem com os chamados das baleias, o que pode atrapalhar a alimentação e a reprodução, além de causar estresse crônico.
  • O Golfo do México é um dos ambientes marinhos mais barulhentos dos Estados Unidos, com o trânsito de navios e as explosões de sísmica entre as principais fontes de ruído.
  • Estudos mostram que, em áreas mais tranquilas, os chamados da baleia podem ser ouvidos a até quarenta e sete milhas, mas em áreas barulhentas isso cai para cerca de doze milhas.
  • Em março, a administração do governo anterior flexibilizou restrições da Lei de Espécies Ameaçadas para a perfuração de petróleo e gás no Golfo, enquanto ambientalistas pedem redução das pesquisas devido às ameaças às baleias.

Faltam menos de 100 baleias Rice’s no planeta. Pesquisadores registram como elas se comunicam entre os sons do oceano, em especial no Golfo do México, onde explosões de ar usadas em pesquisas sísmicas se cruzam com as chamadas das baleias.

As baleias Rice’s habitam principalmente áreas próximas à costa da Flórida, enquanto operações de exploração de petróleo e gás geram ruídos de baixa frequência. Estudos apontam que o ruído pode dificultar a alimentação e a busca por parceiros reprodutivos.

O que ocorre no Golfo

Exploração sísmica emprega pistões de ar para criar jatos de som que mapeiam o subsolo. O som retorna para as empresas, indicando a localização e o tamanho de depósitos. O regime de ruídos é contínuo, com disparos a cada cerca de 10 segundos.

Quem está envolvido

As atividades são autorizadas para várias empresas de petróleo e gás que atuam no Golfo. Cientistas monitoram acústica subaquática para avaliar impactos nas baleias, enquanto reguladores federais analisam efeitos a longo prazo.

Quando e onde

Observações indicam que a maior parte da população atual se concentra próximo à costa da Flórida. Pesquisas de 2022 indicam alcance de chamadas das baleias a até 47 milhas em regiões mais tranquilas, cai para 12 milhas em áreas ruidosas.

Por que isso importa

Relatórios federais de 2024 sinalizam que atividades no Golfo provavelmente colocam em risco a existência continuada das baleias Rice’s. Entre as ameaças estão ruído, colisões com embarcações e derramamentos de óleo.

Medidas e controvérsia

Em março, o governo dos EUA flexibilizou restrições da Endangered Species Act para ampliar a perfuração na região, argumentando motivos de segurança nacional. O setor afirma que medidas de proteção já são adotadas, como disparos iniciais menos intensos e monitoramento visual e sonoro para interromper operações.

Desdobramentos

Em áreas de menor intensidade sonora há maior alcance dos chamados das baleias, enquanto em zonas mais barulhentas o alcance é mais limitado. A comunidade científica continua buscando compreender como os sísmicos afetam a saúde e o comportamento das Rice’s.

Perspectivas futuras

Especialistas divergem: críticos defendem redução ou suspensão de sísmicos para proteger a espécie, enquanto defensores da expansão de produção argumentam que os impactos podem ser gerenciados com protocolos mais rigorosos. A indústria afirma que a segurança ambiental é prioridade.

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