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Quase 30% das mortes por gripe em 2026 ocorreram nas últimas 2 semanas no Brasil

136 mortes por SRAG associadas à influenza foram confirmadas nas últimas duas semanas, enquanto apenas 38,5% do público-alvo foi vacinado

Número de casos graves de influenza de janeiro a maio de 2026 já supera o mesmo périodo do ano passado
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  • Até maio, o Brasil registrou 506 mortes por SRAG associadas aos vírus influenza A e B, segundo o Ministério da Saúde.
  • Entre janeiro e maio, houve 505 mortes de SRAG associadas à influenza, incluindo um caso de um adolescente de 13 anos que evoluiu rapidamente após os primeiros sintomas.
  • Nas últimas duas semanas, 136 mortes foram confirmadas, representando 27% do total.
  • Até o momento, foram registrados 7.749 casos de SRAG por influenza no país em 2026, com diferentes subtipos circulando.
  • A Campanha Nacional de Vacinação contra a Gripe terminou em 31 de maio com 38,5% de cobertura do público-alvo, bem abaixo da meta de 90%.

O Brasil registra até maio 506 mortes por SRAG associadas a influenza A e B, segundo o Ministério da Saúde. Dados indicam 136 óbitos nos últimos 14 dias, o que representa 27% do total do período. A maioria envolve gripe sazonal.

A história de Bryan, 13 anos, ajuda a ilustrar o impacto. O caso ocorreu em Sorocaba, interior de São Paulo, após sintomas em 30 de março. O quadro evoluiu rapidamente, com internação e duas paradas cardíacas até o falecimento em 6 de abril.

A família relata início com dores pelo corpo, febre e cansaço. Primeiro atendimento em casa, depois em pronto atendimento, e, finalmente, internação. O vírus influenza A foi confirmado, e a condição agravou-se apesar do tratamento.

Entre janeiro e maio de 2026, o total de SRAG relacionado a influenza chega a 5 05 mortes. Agravamento é mais provável em crianças, idosos e pessoas com comorbidades. Coinfecção também pode intensificar a gravidade.

A doença é monitorada com atenção pela Saúde, que aponta a sazonalidade como fator-chave. O outono e o inverno costumam acelerar transmissão, especialmente em ambientes fechados com ar seco. Este ano houve antecipação regional.

Dados Epidemiológicos

Especialistas explicam que influenza A tem alta mutação e disseminação, elevando o risco de reinfecções. Subtipos H1N1 e H3N2 são os mais comuns, com impacto maior em grupos vulneráveis. Influenza B circula menos, porém também pode levar a hospitalizações.

Pesquisa aponta que 1 344 mortes por SRAG este ano ainda carecem de identificação de agente causador. Além da influenza, vírus como covid-19, rinovírus e VSR também entram na conta.

Vacinação é tema central no acompanhamento. Até o momento, 38,5% das 47,4 milhões de doses da população-alvo foram aplicadas. A meta de cobertura de 90% não é atingida desde 2021.

Campanha de Vacinação

A Campanha Nacional de Vacinação contra a Gripe ocorreu entre 28 de março e 31 de maio, com foco inicial em crianças, gestantes e idosos. A adesão permanece baixa, apesar das ações do SUS.

O Ministério da Saúde informa que o público-alvo pode receber gratuitamente a vacina trivalente. Em capitais, cidades já expandem o acesso para todas as idades. Em alguns estados, a vacinação particular fica disponível por valores a partir de R$ 80.

Especialistas afirmam que a vacinô consegue reduzir quadros graves, mas ressaltam que a proteção depende da correspondência com as cepas circulantes. A quadrivalente oferece mais cobertura, porém a recomendação atual sustenta a eficácia da tríplice.

A influenza pode causar pneumonia viral, insuficiência respiratória e piora de doenças crônicas. O monitoramento segue para entender variações sazonais e orientar medidas de prevenção.

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