- Consumo de ultraprocessados aumenta o risco de parto prematuro: a cada 10% de aumento no consumo, o risco de bebê nascer com menos de 37 semanas sobe 11%, em estudo com 6.693 gestantes.
- Ingestão contínua de ultraprocessados pode reduzir a capacidade de atenção e está associada a maior risco de demência na velhice, segundo pesquisa australiana com 2.192 voluntários de 40 a 70 anos.
- Grandes fabricantes de ultraprocessados usam táticas semelhantes às do cigarro, como “otimização de dose” e “manipulação hedônica” para tornar os produtos mais viciantes.
- Análise sobre o tema é baseada em três estudos: associação entre consumo periconcepcional de ultraprocessados e desfechos gestacionais; ingestão de ultraprocessados, função cognitiva e risco de demência; uso de engenharia da indústria para impulsionar doenças evitáveis.
Os três itens analisados mostram que a comida ultraprocessada não é apenas menos saudável, mas pode trazer efeitos amplos para a saúde pública. A compreensão desses impactos ganhou destaque com novas sínteses de pesquisa internacionais.
Um estudo com 6.693 gestantes revelou que cada aumento de 10% no consumo de ultraprocessados eleva o risco de parto prematuro em 11%. Os resultados indicam que o nascimento antes das 37 semanas é mais provável entre quem consome mais esse tipo de alimento.
Outro trabalho, com 2.192 adultos na faixa de 40 a 70 anos na Austrália, associou a ingestão de ultraprocessados a quedas na atenção. Além disso, houve relação com maior risco de demência na velhice, mesmo que haja alimentação saudável em outros momentos.
Impactos à saúde
A análise indica que o efeito sobre a função cognitiva persiste mesmo com dietas balanceadas. Pesquisadores destacam a necessidade de políticas públicas para reduzir o consumo e orientar escolhas alimentares ao longo da vida.
Estratégias da indústria
Especialistas apontam que grandes fabricantes adotam táticas semelhantes às da indústria do tabaco, como otimização de dose e manipulação hedônica. Essas práticas visam tornar os produtos mais atrativos e viciantes.
Fontes dos estudos citados são trabalhos que exploram a relação entre consumo de ultraprocessados, gravidez, função cognitiva e estratégias da indústria. As conclusões apontam para impactos relevantes na saúde pública e na forma como o alimento é produzido e divulgado.
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