- O estudo “Perdas de Água 2026” do Instituto Trata Brasil, com dados de 2024, aponta que a água desperdiçada poderia abastecer cerca de 77 milhões de pessoas.
- O Brasil perde cerca de 39% da água tratada antes de chegar às torneiras das famílias, por vazamentos, erros de medição e consumos não autorizados.
- O volume de perdas em 2024 equivaleria a 4.800 piscinas olímpicas desperdiçadas por dia.
- A presidente-executiva do Instituto Trata Brasil, Luana Pretto, destaca que, nos últimos cinco anos, o desperdício não diminuiu, devido à falta de priorização, investimento e gestão nos sistemas de distribuição.
- A meta é reduzir perdas para 25% até 2033; segundo Pretto, mesmo com 25%, ainda seria possível atender mais pessoas sem captar mais água dos rios, reduzindo impactos ambientais e custos.
O estudo Perdas de Água 2026, do Instituto Trata Brasil em parceria com a GO Associados, utiliza dados de 2024 do SNI/Saneamento Básico para medir perdas no setor. O documento afirma que a água desperdiçada poderia abastecer 77 milhões de brasileiros.
Segundo a pesquisa, o Brasil perde cerca de 39% da água tratada antes de chegar às torneiras. Vazamentos, erros de medição e consumos não autorizados são apontados como principais causas.
O volume correspondente a 2024 é equivalente a 4.800 piscinas olímpicas de água desperdiçada por dia. O indicador reflete desperdício relevante mesmo com abastecimento contínuo.
Dados do desperdício
Luana Pretto, presidenta-executiva do Trata Brasil, comenta que o desperdício não tem apresentado queda nos últimos cinco anos, indicando falhas de priorização, investimento e gestão de sistemas de distribuição.
Ela aponta meta de reduzir perdas para 25% até 2033. Se alcançar 25% em vez de 35%, o abastecimento poderia chegar a 48 milhões de pessoas.
Impactos e soluções
A especialista ressalta a percepção de abundância de água no país, o que não corresponde à realidade de perdas. Reduzir perdas poderia aumentar disponibilidade sem captar mais água dos rios.
Entre as causas, ela cita a necessidade de reduzir vazões e melhorar operação de redes, tratamento e uso de energia na captação, com menor impacto ambiental.
Ligações clandestinas
A análise destaca as ligações clandestinas, as chamadas ligações de “gato”, que chegam a 40% do desperdício total. Tais ligações dificultam assegurar potabilidade adequada à população.
Segundo o Instituto, a água fornecida aos imóveis precisa cumprir padrões de potabilidade do Ministério da Saúde; quando há furtos, não há garantia de que isso ocorre.
Consequências para o consumidor
A prática de furtos aumenta prejuízos para o sistema de saneamento e para a população, que enfrenta riscos quando a água não atende aos padrões exigidos. Medidas de fiscalização são citadas como necessárias.
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