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Aumento de CO2 na atmosfera afeta o sangue humano

Aumento de CO₂ na atmosfera altera a química do sangue, elevando bicarbonato e reduzindo cálcio e fósforo, com possível risco à saúde a partir de 2070

Imagem de três chaminés expelindo fumaça.
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  • Estudo com dados do National Health and Nutrition Examination Survey (NHANES) acompanhou sete mil norte-americanos, de 1999 a 2020, apontando mudanças na química do sangue devido ao CO₂ atmosférico.
  • O nível médio de bicarbonato no sangue aumentou cerca de 7% no período, acompanhando o crescimento do CO₂ no ar.
  • Houve queda de 2% no cálcio sanguíneo e revisão de 7% no fósforo.
  • O CO₂ torna o sangue mais ácido, o que pode comprometer a saúde se o gás continuar subindo no ritmo atual.
  • A pesquisa sugere que esse efeito potencialmente prejudicial poderia ocorrer a partir de 2070.

O CO2 em alta na atmosfera está alterando a química do sangue humano, de acordo com um estudo que analisou dados do US National Health and Nutrition Examination Survey (NHANES). A pesquisa usa amostras de sangue de 7 mil norte-americanos coletadas bienalmente entre 1999 e 2020, nos EUA. O objetivo é entender como a exposição ao CO2 pode impactar o organismo humano.

Segundo os autores, o CO2 respirado se dissolve no sangue e é convertido em bicarbonato. Entre 1999 e 2020, o nível médio de bicarbonato aumentou 7%, acompanhando o crescimento do CO2 atmosférico. Houve queda de 2% no cálcio e de 7% no fósforo sanguíneo.

O estudo afirma que o CO2 deixa o sangue mais ácido. Caso a concentração de CO2 continue aumentando no ritmo atual, o risco potencial para a saúde humana pode aparecer a partir de 2070.

Dados do Estudo

A pesquisa utiliza dados do NHANES, coletados nos Estados Unidos entre 1999 e 2020. O aumento do bicarbonato no sangue foi de cerca de 7%, com reduções de cálcio e fósforo de 2% e 7%, respectivamente. A conclusão aponta para possíveis efeitos de longo prazo.

Implicações futuras

Os autores destacam que, se mantida a tendência, o aumento do CO2 pode tornar o ambiente interno mais ácido. A partir de 2070, o efeito poderia se tornar prejudicial à saúde, conforme as projeções do estudo.

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