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BNDES avança programa para ampliar produção de urânio no Brasil

BNDES avança em programa para ampliar jazidas de urânio no Brasil, visando autossuficiência e exportação, com cinco áreas em cinco estados

Urânio é matéria-prima de energia nuclear (na foto, turbina dentro da usina nuclear de Olkiluoto 3, em Eurajoki, sudoeste da Finlândia)
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  • O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) assinou com a Empresa Brasileira de Participações em Energia Nuclear e Binacional (ENBPar) e a Indústrias Nucleares do Brasil (INB) um contrato para estruturar parcerias com o setor privado voltadas à exploração e lavra de urânio, dentro do Programa Pró-Urânio de 2024.
  • O objetivo é garantir autossuficiência no suprimento de urânio para as usinas nucleares nacionais e viabilizar a exportação de eventual excedente, com o BNDES iniciando a contratação de consultorias técnicas para apoiar o desenvolvimento do projeto.
  • A proposta envolve cinco áreas de mineração em cinco estados: Amorinópolis (Goias), Espinharas (Paraíba), Figueiras (Paraná), Rio Preto (Goias, Tocantins) e Lagoa Real (Bahia).
  • No fim de maio, uma equipe do BNDES visitou a Fábrica de Combustível Nuclear da INB, em Resende (Rio de Janeiro), para acompanhar o andamento do projeto.
  • A Petrobras sinalizou interesse em explorar urânio e minerais críticos, com a presidente Magda Chambriard destacando a possibilidade de a empresa atuar em mineração, mesmo sem objeto social atual.

O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) firmou, no fim de maio, acordo com a ENBPar e a INB para estruturar parcerias privadas na exploração de urânio no Brasil. A iniciativa integra o Programa Pró-Urânio, lançado pela INB em 2024.

O objetivo é ampliar a produção de urânio nacional e viabilizar exportação de eventual excedente. O BNDES passa a modelar as parcerias com mineradoras, iniciando a contratação de consultorias técnicas para apoiar o projeto.

Contexto do programa

A INB aponta cinco áreas de mineração em cinco estados: Amorinópolis (GO), Espinharas (PB), Figueiras (PR), Rio Preto (GO/TO) e Lagoa Real (BA). A ideia é acelerar a pesquisa de novas jazidas no País.

Avanços e visitas técnicas

Em abril, uma equipe do BNDES visitou a Fábrica de Combustível Nuclear da INB, em Resende (RJ), para acompanhar o andamento do projeto. A visita integrou a fase de avaliação e modelagem das parcerias.

Perspectivas nacionais

Tomás Figueiredo Filho, presidente da INB, reforçou a necessidade de ampliar a produção de urânio para atender à demanda interna. A medida sinaliza interesse público gradual na mineração de urânio.

Interesses de outras empresas

Magda Chambriard, presidente da Petrobras, mencionou interesse em explorar urânio e minerais críticos, ressaltando que a estatal não tem objeto social atual para mineração. A fala ocorreu em evento recente.

Cenário e próximos passos

O Brasil possui grandes reservas de urânio, com parte ainda não explorada. Além do Ceará, onde a INB atua com a Galvani Fertilizantes em Itataia, o governo busca atrair iniciativa privada para ampliar a produção e a pesquisa de jazidas.

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