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Especialista explica por que cinema exagera o olfato dos tubarões

Especialista desmonta mito de tubarões farejarem sangue a quilômetros; predadores usam vários sentidos e humanos não são presas típicas

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  • O cinema tende a sugerir que tubarões farejam sangue humano a quilômetros, o que não condiz com a realidade, segundo especialistas.
  • A bióloga marinha Maddalena Bearzi afirma que tubarões não conseguem cheirar sangue através de oceano e que humanos não são sua dieta natural.
  • Mesmo que um tubarão detecte sangue humano, isso não significa que seja a hora do jantar; esses predadores costumam buscar presas favoritas.
  • Além do olfato, tubarões utilizam linha lateral, audição e ampolas de Lorenzini para localizar alvos.
  • A especialista lembra que, nos Estados Unidos, o risco de morrer por raio é bem superior ao de ataque de tubarão.

O cinema reforça a ideia de que tubarões farejam sangue a quilômetros de distância, alimentando o medo de ataques humanos. Contudo, especialistas dizem que essa percepção não corresponde à realidade.

Filmes de ataque de tubarão costumam mostrar cruzadas rápidas entre oceano aberto e presas, mas a bióloga marinha Maddalena Bearzi explica que a resposta sensorial não funciona assim. Tubarões não possuem um olfato ultrasseletivo para humanos.

Segundo a Ocean Conservation Society, a imagem exagerada surge da narrativa cinematográfica. Mesmo que haja odor de sangue, não significa que seja hora de caçar ou que humanos integrem a dieta natural dos tubarões.

Especialistas destacam que os tubarões utilizam várias pistas para localizar presas. Entre elas estão a linha lateral, a audição, e as ampolas de Lorenzini, que detectam campos elétricos na água.

Bearzi reforça ainda que humanos não costumam ser alvo preferencial dos tubarões. Se a espécie estivesse caçando pessoas, usaria todos esses sentidos, e não apenas o olfato. Em comparação, o risco de morte por raio nos EUA é muito maior do que por ataque de tubarão.

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