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Exoplanetas com campos magnéticos e ventos de 25 mil km/h são descobertos

Exoplanetas gasosos apresentam campos magnéticos e ventos de até 25 mil km por hora, evidenciando semelhanças com a Terra e implicações para a habitabilidade

Ilustração de atividade magnética em um exoplaneta
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  • Estudo aponta que sete exoplanetas gasosos quentes apresentam campos magnéticos, a evidência mais forte até hoje de magnetosfera em mundos fora do Sistema Solar.
  • Observações foram feitas por telescópios no Chile e no Havaí; o trabalho foi divulgado na terça-feira (2) na revista Nature Astronomy.
  • Nessas atmosferas, ventos chegam a até 25 mil km por hora, soprando do lado diurno quente para o noturno frio.
  • Embora não haja candidatos a abrigar vida, o campo magnético pode ajudar a manter a atmosfera e a regular a evolução climática do planeta.
  • Em relação ao Sistema Solar, outros planetas também geram campos magnéticos; Marte e Vênus não possuem, enquanto Terra, Júpiter, Saturno, Urano e Netuno possuem campos globais.

A equipe de astrônomos apresenta a evidência mais robusta até agora de que exoplanetas gasosos fora do Sistema Solar possuem campos magnéticos. A descoberta foi obtida a partir do estudo de ventos planetários em sete corpos gasosos quentes, observados com telescópios no Chile e no Havaí. A publicação ocorreu nesta terça-feira na Nature Astronomy.

Os ventos atingiram velocidades de até 25 mil km por hora, superiores às verificadas em Júpiter. O lado diurno é aquecido pela estrela hospedeira, enquanto o lado noturno permanece frio; a proximidade estreita faz com que todos os sete planetas estejam muito próximos de suas estrelas.

Os exoplanetas estudados possuem massas variadas, algumas parecidas com Júpiter e outras até três vezes maiores. Embora não haja candidatos a vida entre eles, pesquisadores destacam que o campo magnético pode ajudar a manter atmosferas estáveis em planetas rochosos semelhantes à Terra.

Contexto e metodologia

Os autores explicam que o campo magnético é gerado pelo movimento de material condutor no interior de um planeta, aliado à rotação. O início da observação partiu da análise de ventos atmosféricos, uma prática útil para inferir a presença de magnetosfera.

Significado científico

A pesquisa indica que muitos planetas além do Sistema Solar possuem campos magnéticos, o que não era esperado com base em dados isolados. A tendência observada entre os sete exoplanetas sugere similaridade com a geração de magnetos no Sistema Solar.

Comparações com o Sistema Solar

Júpiter continua sendo o maior e mais poderoso campo magnético conhecido no nosso planeta, mas os exoplanetas evidenciados apresentaram campos menores, ainda assim relevantes. Mercúrio, Saturno, Urano e Netuno também geram campos magnéticos, assim como a Terra; Vênus e Marte não possuem esse campo.

Implicações de habitabilidade

Especialistas ressaltam que, embora o magnetismo não determine habitabilidade diretamente, ele pode influenciar a evolução atmosférica ao longo de milhões de anos. Atmosferas estáveis são fundamentais para manter condições que permitem água líquida.

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