- SES-SP confirmou o décimo caso de febre amarela neste ano em São Paulo; seis pacientes evoluíram para óbito e nenhum tinha vacinação.
- A vacina é a principal forma de prevenção, é altamente eficaz e tem poucos efeitos colaterais, protegendo contra formas graves da doença.
- Entre os sinais estão febre súbita, dor de cabeça, dores no corpo e nas costas; nos casos graves, icterícia, hemorragias e falência de múltiplos órgãos.
- A febre amarela é transmitida por mosquitos, em dois ciclos: silvestre (Haemagogus e Sabethes) e urbano (Aedes aegypti).
- Pode tomar a vacina quem tem de nove meses a cinquenta e nove anos; a proteção começa cerca de dez dias após a aplicação, sendo recomendado aplicar pelo menos quinze dias antes de exposição a áreas de risco.
A Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo confirmou o 10º caso de febre amarela neste ano. Ao todo, seis pacientes morreram, todos sem vacinação prévia contra a doença. A confirmação ocorreu em meio a alertas do setor sobre a gravidade da infecção.
Especialistas lembram que a vacina é a principal forma de prevenção. Ela é altamente eficaz e tem poucos efeitos colaterais, protegendo contra formas graves da doença, que podem levar à intoxicação e óbito.
A doença pode apresentar febre súbita, calafrios, dor de cabeça e mal-estar no início. Em casos graves, há icterícia, sangramentos e falência de órgãos.
Como a doença é transmitida
A febre amarela ocorre em dois ciclos de transmissão: silvestre e urbano. No ciclo silvestre, mosquitos Haemagogus e Sabethes atuam com macacos como hospedeiros. No urbano, o vetor é o Aedes aegypti. Não há transmissão direta entre pessoas.
Eficácia da vacina
A vacinação é indicada para quem vive ou visita áreas de risco. A imunização confere proteção entre 95% e 99% dos adultos e cerca de 90% das crianças. A proteção costuma começar cerca de 10 dias após a aplicação.
Quem pode tomar
A vacina está disponível em todas as UBSs e é indicada para pessoas de 9 meses a 59 anos. A primeira dose é aos 9 meses, com reforço aos 4 anos; de 5 a 59 anos não vacinados recebem uma dose única.
Quem recebeu dose fracionada em 2018 deve verificar se precisa de reforço na UBS. Efeitos comuns incluem febre baixa, mal-estar e dor no local da aplicação.
Considerações por faixa etária e condições especiais
Crianças abaixo de 9 meses apresentam risco de doença neurotróptica associada à vacina. Pessoas com mais de 60 anos enfrentam risco aumentado de doença viscerotrópica, ainda raro. Indivíduos imunocomprometidos devem avaliar risco-benefício com acompanhamento médico.
Entre na conversa da comunidade