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Golfinhas reconhecem ex-parceiros agressivos e evitam acasalamento, revela estudo

Fêmeas de golfinho reconhecem ex-parceiros agressivos e evitam-nos na nova época de acasalamento, segundo estudo da Baía dos Tubarões

Os pesquisadores coletaram 34 assobios característicos de golfinhos machos e os reproduziram debaixo d'água para 17 golfinhos fêmeas, usando drones para observar suas reações. — Foto: Stephanie King
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  • Estudo publicado na Proceedings of the National Academy of Sciences mostra que fêmeas de golfinho-nariz-de-garrafa lembram o comportamento de parceiros passados e evitam machos mais agressivos na próxima época de acasalamento.
  • A pesquisa foi realizada na Baía dos Tubarões, na Austrália Ocidental, com golfinhos da população Indo-Pacífico que vem sendo estudada há mais de quarenta anos.
  • Os cientistas analisaram 34 assobios de machos e os reproduziram subaquaticamente para 17 fêmeas, com drones usados para observar as reações.
  • As fêmeas em idade reprodutiva apresentaram evitação mais forte aos assobios de machos com maiores índices de coerção, indicando memória de comportamentos passados.
  • Especialistas ressaltam que as sociedades de golfinhos são complexas, com machos frequentemente atuando em grupos para controlar o acesso das fêmeas durante o cio.

Os golfinhos fêmeas de uma população do Indo-Pacífico, na Baía dos Tubarões, Austrália Ocidental, reconhecem ex-parceiros agressivos na hora de acasalar novamente. O estudo, publicado na Proceedings of the National Academy of Sciences, mostra que as fêmeas lembram comportamentos passados ao ouvir sons únicos dos golfinhos machos e evitam os mais agressivos durante a nova temporada de cio.

A pesquisa avaliou 34 assobios de golfinhos machos e os reproduziu, sob observação de drones, para 17 fêmeas reprodutivas. As respostas de evitação foram mais fortes quando os sons pertenciam a machos com maior coerção, indicando memória do comportamento anterior.

Segundo a pesquisadora, a sociedade dos golfinhos-nariz-de-garrafa é complexa e as fêmeas costumam conhecer os parceiros há décadas. O cio envolve cooperação entre machos para dominar o acesso às fêmeas, com ações agressivas que podem limitar movimentos e alimentação das fêmeas.

Contexto

As interações sociais dos golfinhos nesse grupo incluem a formação de pares, tríades ou grupos maiores para alcançar as fêmeas durante o cio. A agressão pode incluir mordidas e golpes, impactos que afetam o bem-estar e o tempo de busca por alimento.

Metodologia e implicações

Pesquisadores utilizaram gravações de assobios de machos e observaram as fêmeas com drones, registrando sinais de evitação. A análise sugere que as fêmeas se lembram do comportamento dos parceiros anteriores ao escolher com quem acasalar novamente.

A pesquisadora ressalta que o conhecimento acumulado facilita a tomada de decisões nas relações, alinhando-se a padrões observados em outras espécies. O estudo amplia o entendimento sobre a organização social dos golfinhos-nariz-de-garrafa.

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