- Nos primeiros cinco meses de 2026, 505 pessoas morreram por gripe, sendo que 27% dessas mortes foram confirmadas nas últimas duas semanas.
- A campanha nacional de vacinação terminou com 38,5% do público-alvo vacinado; a meta de 90% para crianças com menos de seis anos, idosos e gestantes não é atingida desde 2021.
- O frio e a seca chegaram mais cedo em algumas regiões, favorecendo a circulação do vírus; de janeiro a maio foram 7.749 casos de doenças respiratórias graves, contra 6.250 no mesmo período de 2025.
- A diretora da SBIm, Isabela Ballalai, afirmou que não é apenas desinformação, mas um comportamento natural de buscar prevenção apenas quando há risco aparente.
- A vacina é indicada para reduzir casos graves, hospitalizações, uso de UTI e mortes, não para eliminar casos leves.
Nos primeiros cinco meses de 2026, 505 pessoas morreram por gripe no país. A Defesa aponta que 27% dessas mortes foram confirmadas nas últimas duas semanas, indicando consolidação de óbitos recentes. Especialistas destacam dois fatores centrais: baixa cobertura vacinal e condições climáticas adversas.
A campanha nacional de vacinação contra a gripe encerrou no último sábado com apenas 38,5% do público-alvo vacinado. O governo estimava vacinar 90% das crianças até 6 anos, idosos e gestantes, meta que não foi atingida. Mesmo assim, ainda é possível procurar postos de vacinação em várias cidades.
Paralelamente, o frio e a seca chegaram mais cedo em algumas regiões, favorecendo a circulação do vírus. De janeiro a maio, foram registradas 7.749 ocorrências de doenças respiratórias graves, ante 6.250 no mesmo período de 2025.
Para a diretora da SBIm, Isabela Ballalai, a queda na adesão não se deve apenas à desinformação. Ela afirma que o comportamento humano tende a buscar prevenção apenas quando há percepção de risco, destacando que vírus e bactérias continuam ativos e causam mortes. A especialista ressalta que a vacinação tem função de reduzir casos graves, hospitalizações, uso de UTI e óbitos, mesmo que ocorram infecções leves em algumas pessoas.
O alerta reforça a importância de ampliar a cobertura vacinal entre grupos prioritários e manter a vigilância epidemiológica frente à gripe, especialmente em períodos de mudança climática e circulação viral. A contínua avaliação de dados busca orientar estratégias de comunicação e vacinação para a temporada seguinte.
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