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Hipoparatireoidismo: médico explica o que é

Hipoparatireoidismo é confundido com tireoide; causa formigamento, cãibras e convulsões, e o diagnóstico precoce evita complicações renais e queda na qualidade de vida

Endocrinologista examinando a garganta de uma jovem na clínica. Mulheres com exame da glândula tireoide. Endocrinologia, hormônios e tratamento. Inflamação da garganta. hipoparatireoidismo
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  • Hipoparatireoidismo não é doença da tireoide; é uma condição rara relacionada às glândulas paratireoides, causada pela produção insuficiente de paratormônio (PTH).
  • Pode aparecer após cirurgias na tireoide, em condições autoimunes e em deficiência grave de magnésio.
  • Principais sintomas: formigamento ao redor da boca, mãos e pés, cãibras, contrações musculares involuntárias; em casos graves, convulsões; também há fadiga, dificuldade de concentração e alterações cognitivas.
  • O diagnóstico precoce é desafiado pela raridade da doença e pela necessidade de exames complementares; mesmo com cálcio controlado, podem haver sintomas e impactos na qualidade de vida.
  • Sem diagnóstico adequado, há risco de complicações como nefrolitíase, nefrocalcinose, doença renal crônica e alterações neurocognitivas.

O hipoparatireoidismo é uma doença rara ligada às glândulas paratireoides, frequentemente confundida com problemas da tireoide. Segundo o nefrologista e pediatra Enzo Ricardo Russo, a condição resulta da produção insuficiente de PTH, hormônio responsável por regular cálcio e fósforo no organismo. As glândulas ficam atrás da tireoide, no pescoço, e muitas vezes o quadro surge após cirurgias tiroideias.

Entre os sintomas, há formigamento ao redor da boca, nas mãos e nos pés, além de cãibras e contrações musculares involuntárias. Em casos mais graves, podem ocorrer convulsões. A busca por avaliação médica é especialmente importante após cirurgias na tireoide ou nas paratireoides.

Fadiga persistente, dificuldade de concentração, alterações cognitivas e ansiedade também podem aparecer, impactando a qualidade de vida mesmo quando os níveis de cálcio parecem controlados nos exames. A doença não afeta apenas o cálcio; envolve outros órgãos e sistemas.

Desafios do diagnóstico

Por se tratar de condição rara, o tempo para confirmar o diagnóstico varia e depende da avaliação de especialista e de exames complementares. Sem diagnóstico adequado, há risco de comprometimento da qualidade de vida e de complicações crônicas.

Alterações renais, como nefrolitíase, nefrocalcinose e doença renal crônica, podem ocorrer em estágios avançados. Manifestação neurocognitiva e impacto nas atividades do dia a dia também são observados em pacientes.

Atenção para a importância de uma avaliação abrangente, que considere função renal e outros parâmetros além do cálcio, para guiar o manejo adequado da doença. Fonte: especialista ouvido pela coluna.

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