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Microscópio identifica danos no cabelo após descoloração; veja imagens

Microscópio revela danos no córtex capilar após descoloração e calor intenso, indicando degradação estrutural irreversível com uso químico frequente

Dispositivo é capaz de fotografar em alta definição danos no cabelo após descoloração e alisamento
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  • Estudo do Instituto de Física da Universidade de São Paulo usa microscopia eletrônica para observar cabelos aquecidos e em tempo real.
  • Descoloração, alisamento ácido e calor intenso de chapinhas e secadores aumentam os danos, segundo os pesquisadores.
  • O córtex, camada interna, mostrou alterações estruturais que podem ser irreversíveis, indo além dos danos visíveis na cutícula.
  • Espectroscopia de infravermelho detectou mudanças químicas na superfície, incluindo prejuízos às gorduras naturais e às proteínas da fibra.
  • O pesquisador Cristiano Oliveira afirma que o estudo amplia o conhecimento sobre tratamentos capilares e pode impactar a indústria ao indicar temperaturas críticas de degradação.

A pesquisa realizada no Instituto de Física da Universidade de São Paulo (IF-USP) revelou danos estruturais nos fios de cabelo expostos a descoloração, alisamento ácido e calor de chapinhas e secadores. O estudo utilizou microscopia eletrônica para observar mudanças em tempo real no córtex capilar, a camada mais interna da fibra.

Fios naturais e quimicamente tratados foram testados, com temperaturas variando entre 30°C e 270°C. Os resultados indicam que os danos mais graves ocorrem quando há combinação de descoloração, alisamento químico e altas temperaturas.

Segundo a equipe liderada pela pesquisadora Cibele de Castro Lima, as alterações começam no interior da fibra, desafiando a ideia de que o aquecimento afeta apenas a camada externa. Técnicas de infravermelho também mostraram mudanças químicas na superfície, com prejuízos às gorduras naturais e às proteínas da fibra.

Desdobramentos e impactos

A pesquisa reforça o alerta sobre o uso frequente de procedimentos químicos no cabelo, sobretudo quando somados ao calor intenso. A análise sugere temperaturas críticas em que inicia a degradação da queratina e dos lipídios protetores dos fios.

Entre os envolvidos, além de Lima, está o professor Cristiano Oliveira, do Departamento de Física Experimental do IF, que orientou o estudo. Os pesquisadores destacam potencial impacto para a indústria da beleza ao indicar faixas de temperatura que aceleram danos estruturais.

As imagens, captadas por microscópio eletrônico, mostram a evolução das alterações no córtex em diferentes condições de tratamento. O material utilizado incluiu amostras de cabelos virgens e já quimicamente tratados para comparação.

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