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Mosca perde parte da visão ao encontrar hospedeiro, aponta estudo

Piolhos-de-veado reduzem visão após fixação no hospedeiro, redirecionando energia para alimentação e reprodução, aponta estudo

Mosca parasita reduz a própria visão após encontrar hospedeiro, revela estudo. (Imagem: Wikimedia Commons/ [J Roháček] Oboňa J, Sychra O – Licença CC BY-SA 4.0)
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  • Pesquisadores mostram que piolhos-de-veado reduzem significativamente a capacidade visual após se fixarem em um hospedeiro.
  • Antes, o inseto dependia do voo e da visão para localizar mamíferos; após a fixação, perde permanentemente as asas e passa a viver entre os pelos do animal.
  • A redução envolve queda de cerca de metade na atividade de genes ligados à visão, especialmente as opsinas.
  • A mudança parece permitir que o inseto direcione energia para alimentação, manutenção do organismo e reprodução.
  • O estudo, publicado no Journal of Experimental Biology, oferece insights sobre a evolução dos sistemas sensoriais em parasitas e possíveis impactos para monitoramento ambiental.

A pesquisa revela que uma espécie de mosca parasita reduz significativamente sua capacidade visual após se fixar em um hospedeiro. O estudo aponta que a mudança permite redirecionar energia para alimentação, manutenção do organismo e reprodução. A descoberta foi publicada no Journal of Experimental Biology.

Os piolhos-de-veado são moscas hematófagas que passam por uma transformação radical no ciclo de vida. Antes de encontrar um hospedeiro, dependem do voo e da visão para localizar mamíferos. Depois de pousarem no animal, perdem permanentemente essa fase da vida.

Entre os principais achados, está a redução da atividade de genes ligados à visão. A mudança acompanha a transição de um estilo de vida predominantemente voador para parasitário. A economia de energia pode favorecer digestão e reprodução.

A pesquisa analisou moscas em estágios diferentes do ciclo de vida, com foco nas opsinas, proteínas ligadas à percepção da luz. Os resultados indicam que, após a perda das asas, a atividade visual cai pela metade.

Do ponto de vista evolutivo, a adaptação faz sentido: manter sistemas sensoriais complexos consome energia. Ao reorientar esse recurso, o parasita prioriza funções vitais para a sobrevivência no hospedeiro.

Além de contribuir para o conhecimento da evolução dos insetos, o estudo pode embasar estratégias futuras de monitoramento de moscas hematófagas. A evidência mostra como a seleção natural favorece soluções eficientes.

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