- A Organização Meteorológica Mundial indica 80% de chance de El Niño entre junho e agosto, com probabilidade próxima ou acima de 90% de durar até pelo menos novembro.
- O El Niño tende a elevar as temperaturas globais e aumentar o risco de eventos climáticos extremos.
- O fenômeno costuma ocorrer a cada dois a sete anos e durar de nove a doze meses.
- A temperatura da superfície do Mar Pacífico Equatorial central‑oriental já está, em média, a mais de seis graus Celsius acima do normal.
- Os impactos variam por região, com chuvas mais intensas no sul da América do Sul, no sul dos Estados Unidos, no Chifre da África e na Ásia Central; secas em outras áreas; NOAA aponta 82% de chance de chegar entre maio e julho e 96% de desenvolvimento até dezembro.
A Organização Meteorológica Mundial (OMM) informou nesta terça-feira que existe uma probabilidade de 80% de um El Niño ocorrer entre junho e agosto deste ano. Caso se confirme, a expectativa é de que o fenômeno persista até pelo menos novembro, com chances próximas de 90% de extensão nesse período.
O El Niño costuma elevar as temperaturas globais e aumentar o risco de eventos climáticos extremos. A duração típica varia entre nove e doze meses, com variações regionais em seus impactos.
Oficialmente, a OMM descreve que o fenômeno não atinge uniformemente todos os países e que os efeitos variam conforme a região. Áreas de chuva intensa devem ocorrer no sul da América do Sul, sul dos EUA, partes da África Oriental e Ásia Central; áreas de seca podem surgir na América Central, norte da América do Sul, Caribe, Australásia e Sul da Ásia.
Segundo a OMM, já houve aquecimento significativo das águas da superfície no Pacífico Equatorial central e oriental, com temperaturas bem acima da média em algumas áreas.
Impactos e cenários
Observa-se aumento da probabilidade de variações climáticas extremas em escala mundial, com ampliação de extremos de chuva e calor em várias regiões. A agência ressalta que os efeitos variam conforme a localização geográfica e a infraestrutura local.
A NOAA norte-americana aponta 82% de chance de o El Niño chegar entre maio e julho, com 96% de probabilidade de desenvolvimento até dezembro. Os cenários ajudam a orientar preparativos de governos e setores estratégicos.
Autoridades ressaltam a necessidade de ações climáticas rápidas e transparentes. Entre as medidas defendidas estão redução da dependência de combustíveis fósseis, aceleração de transição para energias renováveis e melhoria de sistemas de alerta precoce.
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