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ONU revela 90% de probabilidade de El Niño até novembro

Organização Meteorológica Mundial aponta 90% de probabilidade de El Niño até novembro, aumentando risco de secas, chuvas intensas e ondas de calor

Enchente deixou boa parte do Rio Grande do Sul embaixo d'agua em 2024 durante o fenômeno El Niño
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  • A Organização Meteorológica Mundial prevê 80% de probabilidade de início de El Niño entre junho e agosto de 2026 e 90% de o episódio seguir até novembro.
  • O fenômeno pode ser moderado a forte, aumentando o risco de eventos climáticos extremos ao redor do mundo.
  • O último El Niño ocorreu entre 2023 e 2024, e no Brasil ficou associado a enchentes no Rio Grande do Sul em 2024.
  • Temperaturas de superfície no Pacífico centro-leste estão acima do normal, com aquecimento também intenso abaixo da superfície.
  • A OMM orienta que os países se preparem, pois previsões permitem planejamento com meses de antecedência e podem favorecer furacões no Pacífico, além de secas e chuvas intensas em várias regiões.

A Organização Meteorológica Mundial (OMM), braço da ONU, informou que há alta probabilidade de El Niño acontecer entre junho e agosto de 2026 e de seguir até novembro. O potencial é de um episódio pelo menos moderado, podendo ser forte.

As estimativas indicam 80% de chances de o fenôusto ocorrer neste período inicial e acima de 90% de manter-se até novembro. O alerta envolve riscos ampliados de eventos climáticos extremos em várias regiões.

A OMM destaca que o El Niño eleva a temperatura das águas do Pacífico central e leste e altera a circulação atmosférica global. No Brasil, o episódio anterior de 2023-2024 ficou marcado por enchentes no Rio Grande do Sul.

Impactos previstos para 2026

Entre junho e agosto, há expectativa de temperaturas acima da média em grande parte do planeta, com maior risco de seca em algumas áreas e de chuvas intensas em outras. Previsões regionais sinalizam chuvas abaixo da normalidade no Chifre da África.

Durante o verão no hemisfério Norte, águas oceânicas quentes podem favorecer furacões no Pacífico central e leste, ao mesmo tempo em que podem dificultar o desenvolvimento de tufões no Atlântico. A OMM reforça a necessidade de preparação.

A ONU e a OMM enfatizam que o fenômeno exige atenção global, com ações de mitigação e adaptação. A organização ressalta que a mudança climática não é a causadora direta dos El Niños, mas pode intensificar seus impactos.

Preparação e cooperação

A OMM disse que compartilhará previsões com países e serviços meteorológicos nacionais, que devem adaptar informações a seus contextos locais. Países são incentivados a usar dados com antecedência para se preparar para diferentes cenários.

Especialistas destacam que cada episódio é único. Mesmo em situações moderadas, o El Niño pode trazer consequências relevantes dependendo do território e das condições locais.

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