- Pernambuco vai voltar a monitorar tubarões em julho, após onze anos, com marcação de animais pela Universidade Federal Rural de Pernambuco (UFRPE).
- O objetivo é entender padrões de deslocamento e comportamento para subsidiar políticas de prevenção de incidentes, com marcas ultrassônicas e receptores ao longo da costa.
- Serão monitoradas as espécies tubarão-cabeça-chata e tubarão-tigre, associadas à maioria dos ataques no estado.
- O programa foi retomado após o edital de janeiro e envolve o Núcleo de Educação Ambiental do Departamento de Pesca e Aquicultura.
- A prevenção segue com orientações sobre água turva, maré alta, uso de áreas protegidas por arrecifes e respeito à sinalização e aos guarda-vidas.
Pernambuco vai retomar o monitoramento de tubarões na costa do estado, com uso de microchip, a partir de julho. O projeto, que havia sido interrompido há 11 anos, é executado pela Universidade Federal Rural de Pernambuco (UFRPE), por meio do Núcleo de Educação Ambiental do Departamento de Pesca e Aquicultura. O edital é de janeiro e prevê o início do monitoramento em julho.
A iniciativa tem como objetivo entender padrões de deslocamento e comportamento das espécies que frequentam as praias pernambucanas. Dois tubarões, as espécies tubarão-cabeça-chata e tubarão-tigre, serão acompanhados para subsidiar políticas públicas de prevenção de incidentes.
O método envolve capturar os animais, marcá-los com chips transmissores e devolvê-los ao mar. Chips ultrassônicos enviam sinais a receptores instalados ao longo da costa, permitindo mapear trajetórias e uso do espaço costeiro.
Incidentes com tubarões em Pernambuco
Desde a década de 1990, o estado registra ataques com tubarões. Dados do Comitê Estadual de Monitoramento de Incidentes com Tubarões indicam 84 ocorrências desde 1992, com a maioria no Grande Recife e em Fernando de Noronha.
Recentemente, dois incidentes ocorreram com menos de 24 horas de diferença, entre domingo e segunda-feira. Um adolescente de 11 anos foi atacado na praia de Piedade, em Jaboatão dos Guararapes, por um tubarão cabeça-chata. Na sequência, uma jovem de 19 anos teve a perna amputada por um tubarão-tigre, na Boa Viagem, em Recife, com o tamanho estimado do animal próximo a três metros.
Para reduzir riscos, o Núcleo de Educação Ambiental da UFRPE recomenda atenção a água turva e maré alta, que aumentam a circulação de tubarões próximo à faixa de banho. O uso de áreas protegidas por arrecifes, quando visíveis na maré baixa, também é destacado. O respeito à sinalização das praias e às orientações dos guarda-vidas é enfatizado como medida de prevenção.
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