- O governo de São Paulo anunciou medidas para enfrentar o El Niño severo previsto para o segundo semestre de 2026.
- Um painel de dados integrado com IA, chamado SP Sem Fogo, cruzará meteorologia, mapas de risco, ocorrências e monitoramento em tempo real, com monitoramento via satélite.
- O sistema de câmeras Muralha Paulista será adaptado para detectar focos de incêndio, integrado ao monitoramento de rodovias, sob o nome Muralha do Fogo.
- O Waze terá um ícone para que usuários denunciem focos de incêndio próximos a estradas.
- O plano abrange 613 municípios, com mais de 3 mil agentes, e prevê a compra de 100 caminhões-pipa, 23 viaturas, 220 kits de combate a incêndios e mais de 300 equipamentos.
O governo de São Paulo anunciou medidas para enfrentar o El Niño severo previsto para o segundo semestre de 2026. O pacote inclui tecnologia, monitoramento e ações de emergência para reduzir incêndios e impactos climáticos.
Entre as iniciativas está o painel de dados integrado, batizado de SP Sem Fogo, que combinará meteorologia, mapas de risco, ocorrências e monitoramento em tempo real. A ferramenta deverá usar inteligência artificial para orientar decisões contra incêndios e também contará com monitoramento por satélite.
O estado também vai adaptar o sistema de câmeras Muralha Paulista para detecção de focos de incêndio, com integração ao monitoramento de rodovias e ao DER, criando a chamada Muralha do Fogo.
Tecnologia e parceria com o Waze
Uma parceria com o Waze permitirá que o aplicativo ofereça um novo ícone para notificar focos de incêndio em áreas próximas a estradas, ampliando a mobilização.
O plano de contingência prevê este ano atuação em 613 municípios, 55% a mais do que em 2024, com mais de 3 mil agentes mobilizados. Também estão previstos 100 caminhões-pipa, 23 viaturas, 220 kits de combate a incêndios e mais de 300 equipamentos.
O El Niño ocorre quando há aquecimento das águas superficiais do Pacífico acima de 0,5°C, provocando efeitos climáticos globais. Dados da NOAA indicam que o El Niño de 2026 pode figurar entre os mais intensos das últimas três décadas.
Por fim, o fenômeno tende a ocorrer com irregularidade, em intervalos de dois a sete anos, e pode ter variações como La Niña, com resfriamento das águas, ou neutralidade. As causas não são plenamente entendidas pela ciência.
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