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ASCO 2026: principais avanços no tratamento do câncer

ASCO 2026 aponta tratamentos personalizados que elevam sobrevida e reduzem recidivas, incluindo CAR-T in situ e terapias-alvo com mutações específicas

ASCO 2026 reuniu milhares de especialistas e mais de 7 mil estudos científicos sobre o tratamento do câncer
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  • A ASCO 2026, em chicago entre 29 de maio e 2 de junho, reuniu milhares de especialistas e mais de sete mil estudos, destacando personalização, precisão molecular e qualidade de vida como fundamentos da oncologia.
  • No pâncreas metastático, o daraxonrasib mostrou aumentar a sobrevida, com metade dos pacientes vivendo mais de 13 meses após o início do tratamento, dobro do observado com quimioterapia convencional.
  • No câncer de pulmão, o estudo LIBRETTO-432 mostrou que o selpercatinibe após cirurgia reduziu em oitenta e três por cento o risco de recidiva ou morte em pacientes com fusão RET; o estudo HARMONi-6 indicou que ivonescimabe com quimioterapia reduziu em 34% o risco de morte em câncer de pulmão de células escamosas avançado.
  • Na terapia CAR-T, o estudo inMMyCAR propõe reprogramar células de defesa diretamente dentro do corpo, eliminando etapas de coleta e laboração; nos seis primeiros pacientes houve resposta já no primeiro mês, sem complicações neurológicas.
  • Em próstata de alto risco, o estudo PROTEUS mostrou que tratar antes da cirurgia com apalutamida mais terapia hormonal reduziu o risco de metástases em 20% e adiou em mais de três anos a necessidade de tratamentos adicionais.

A ASCO 2026, maior congresso de oncologia, ocorreu em Chicago de 29 de maio a 2 de junho. Reuniu milhares de especialistas e mais de 7 mil estudos. O foco foi personalização, precisão molecular e qualidade de vida como desfechos clínicos.

Os debates mostraram que tratamentos passam a ser individualizados, com terapias que identificam mutações ou proteínas específicas dos tumores. A meta é aumentar a eficácia sem perder de vista a qualidade de vida do paciente ao longo da jornada terapêutica.

Pílula que dobra a sobrevida no câncer de pâncreas

O estudo RASolute 302 avaliou daraxonrasib em pacientes com pâncreas metastático já tratados. O medicamento atua sobre a proteína RAS, alterada em boa parte dos casos. Metade dos pacientes viveu mais de 13 meses, o dobro do tempo observado com quimioterapia convencional.

Câncer de pulmão: avanços com cirurgia e imunoterapia

O LIBRETTO-432 mostrou que selpercatinibe, aplicado após cirurgia, reduziu em 83% o risco de recidiva ou morte em pacientes com fusão RET. Em outra linha, o estudo HARMONi-6 indicou que ivonescimabe com quimioterapia diminuiu em 34% o risco de óbito em câncer de pulmão escamoso avançado.

CAR-T: inovações com produção no próprio organismo

O estudo inMMyCAR propõe reprogramar células de defesa dentro do corpo, eliminando etapas de coleta e envio a laboratórios. Nos seis pacientes tratados, houve resposta já no primeiro mês, sem complicações neurológicas associadas ao CAR-T tradicional.

Câncer de próstata: tratar antes da cirurgia reduz metástases

O PROTEUS avaliou apalutamida associada à terapia hormonal antes da cirurgia em mais de 2,1 mil pacientes. O objetivo foi melhorar o controle tumoral pré-operatório. Resultados mostraram menos células cancerosas no tecido removido e queda de 20% no risco de metástase.

Dieta e estilo de vida influenciam recidiva de mama

O estudo MedDiet combinou dieta mediterrânea de baixo índice glicêmico, caminhadas rápidas e vitamina D. Em mulheres com câncer de mama hormônio-positivo, a intervenção reduziu o risco de recorrência em 76%. Também houve maior perda de peso e melhoria metabólica.

Exercício remoto melhora qualidade de vida em imunoterapia

Um estudo brasileiro com 70 pacientes em tratamento com imunoterapia mostrou melhoria da qualidade de vida e redução de sintomas após 12 semanas de atividade física supervisionada por telemedicina.

Telemedicina diminui internações no fim da vida

Outro estudo brasileiro, com 116 pacientes em cuidados paliativos, indicou menor hospitalização e menos internações em UTI após consultas remotas nos últimos 30 dias de vida. A prática também reduziu intervenções invasivas.

Biópsia líquida: uso cresce, desafio de interpretação persiste

A biópsia líquida detecta DNA tumoral no sangue, auxiliando no monitoramento sem biópsia invasiva. Entre oncologistas latino-americanos, 72,5% já utilizam a técnica, mas apenas 30% se sentem confiantes na interpretação dos resultados.

Teste genômico pode dispensar quimioterapia na mama

O estudo OPTIMA mostrou que pacientes com câncer de mama receptor hormonal positivo e HER2 negativo, de alto risco, podem evitar quimioterapia quando um teste genômico avaliando 50 genes aponta baixo risco. A omissão tratamental permaneceu eficaz.

A ASCO 2026 reforçou que a oncologia moderna prioriza tratamento mais preciso, menos invasivo e centrado no bem-estar do paciente, além da sobrevida. As descobertas seguem para validação clínica e implementação prática ao redor do mundo.

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