- O pesquisador brasileiro Luis Prais, 34 anos, atua no experimento subterrâneo Dune, nos Estados Unidos, buscando neutrinos a mais de 1,5 km de profundidade.
- Neutrinos são abundantes no Universo e atravessam tudo; bilhões passam pelo corpo humano a cada segundo, com origens diversas, inclusive do Sol.
- O laboratório Dune envolve mais de 1.500 colaboradores de 38 países e teve investimento superior a R$ 20 bilhões.
- O objetivo é observar a interação entre neutrinos e antineutrinos para entender por que o Universo é dominado pela matéria.
- Além de estudar neutrinos, o projeto permite investigar supernovas, matéria escura e outras questões cósmicas, com expansão de cavernas para novos detectores.
O pesquisador brasileiro Luis Prais, 34 anos, atua no experimento subterrâneo Dune, nos EUA, em busca de neutrinos, conhecidos como partículas fantasmas, em cavernas profundas. O objetivo é entender fenômenos do Universo, como buracos negros e matéria escura. O laboratório fica a mais de 1,5 km de profundidade.
Neutrinos são abundantes e atravessam tudo. Bilhões deles passam pelo corpo humano a cada segundo, vindos de várias fontes: Sol, reatores, atmosfera e até aceleradores. Estima-se que bananas também emitam neutrinos, em quantidades pequenas, diariamente.
O Dune fica no Fermilab, em Illinois, e envolve investimentos superiores a R$ 20 bilhões. Mais de 1.500 pesquisadores de 38 países atuam em pesquisas diversas. A profundidade reduz o ruído de fondo causado por outras partículas.
Para Prais, o isolamento ajuda a estudar a interação entre neutrinos e antineutrinos, o que pode esclarecer por que o Universo é dominado pela matéria. Essas pistas podem avançar a compreensão sobre a origem do cosmos pós Big Bang.
O experimento abre caminhos para investigar supernovas, a possível matéria escura e outros fenômenos cósmicos. O leque de possibilidades inclui ações futuras para entender a estrutura fundamental do Universo.
Formado em Física pela Unesp, Prais também passou pela Universidade de Coimbra, em Portugal, com bolsa de estudos. No mestrado na UF Goiás, envolveu-se com o experimento NOvA, já em operação há mais de uma década.
O local de pesquisa envolve cavernas esculpidas para receber detectarores com o tamanho de aviões comerciais. A soma de todos os detectores no local chega a cerca de 70 mil toneladas, equivalentes a dezenas de torres Eiffel.
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