- Quarenta anos após o desastre de Chernobyl, estudo publicado na Proceedings of the Royal Society aponta que a ausência de interferência humana ajudou o aumento da vida selvagem na Zona de Exclusão de Chernobyl (CEZ).
- Espécies observadas próximo ao local da explosão incluem cavalo-de-przewalski, linces, alces, cervos-vermelhos, cães-guaxinins e ursos-pardos.
- Cientistas usaram armadilhas fotográficas e compararam a CEZ com a Reserva Natural de Drevlianskyi, encontrando maior quantidade e variedade de espécies na CEZ.
- Áreas devastadas facilitaram a recuperação de animais raros, enquanto espécies mais comuns nem sempre mostraram o mesmo retorno.
- O trabalho ocorreu entre 2020 e 2021, logo após incêndios na zona; mais de mil imagens de cavalo-de-przewalski foram registradas próximo à região estudada.
O estudo, publicado na Proceedings of the Royal Society, aponta que a ausência de interferência humana na Zona de Exclusão de Chernobyl contribuiu para a recuperação e o surgimento de vida selvagem na região, quarenta anos após o desastre nuclear.
Entre os animais observados nas proximidades da usina, estavam cavalos-de-przewalski, linces, alces, cervos-vermelhos, cães-guaxinins e ursos-pardos. Os pesquisadores destacaram a presença dessas espécies em áreas restritas ao público.
As observações foram feitas com o uso de armadilhas fotográficas, comparando a CEZ com regiões vizinhas, como a Reserva Natural de Drevlianskyi, para medir diferenças na fauna.
Metodologia e locais
O trabalho de campo ocorreu entre 2020 e 2021, logo após incêndios florestais intensos na CEZ. A vegetação emergente após o fogo atraiu ungulados, incluindo o cavalo-de-przewalski, conforme relata a pesquisadora Svitlana Kudrenko, a autora principal.
Segundo Kudrenko, a CEZ apresentou maior biodiversidade e quantidade de espécies do que áreas sob proteção humana, em parte devido à menor intervenção humana. A pesquisadora também observou que espécies menos adaptáveis encontraram condições menos favoráveis fora da zona isolada.
Resultados e significância
Especialistas destacam que a ausência de presença humana favoreceu a recolonização e o desenvolvimento de fauna rara na região. O estudo indica que áreas protegidas funcionam melhor quando a intervenção humana é mínima, reforçando o papel da natureza selvagem na recuperação ambiental.
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