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Comitê europeu oficializa planos para o maior acelerador de partículas

Plano europeu oficializa o Futuro Colisor Circular, o maior acelerador do mundo, com custo de R$ 95 bi e início previsto na década de 2040, em duas fases

Corredor futurista com tubulações e estruturas metálicas em perspectiva, criando uma sensação de profundidade e tecnologia avançada
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  • O Comitê europeu oficializou a inclusão do Futuro Colisor Circular (FCC) na Estratégia Europeia para Física de Partículas, tornando-o um plano concreto.
  • O FCC ficará três vezes maior que o atual Large Hadron Collider (LHC) e terá 91 quilômetros de extensão, com orçamento estimado em 95 bilhões de reais.
  • A construção ocorrerá em duas etapas: FCC-ee (colisões elétrons-pósitrons, até 0,365 TeV) entre 2045 e 2070; depois FCC-hh (colisões próton-próton, até 100 TeV).
  • No LHC, atual acelerador de 27 quilômetros, as colisões próton-próton já atingem até 13,6 TeV e revelaram o bóson de Higgs em 2012.
  • O plano prevê início operacional do FCC na década de 2040, após o fim das atividades do LHC em 2041.

O Comitê Europeu oficializou planos de construir o Futuro Colisor Circular, conhecido como FCC, que deve se tornar o maior acelerador de partículas do mundo. O projeto foi incluído na Estratégia Europeia para Física de Partículas, anunciada no fim de maio de 2026. O FCC envolve investimento estimado em 95 bilhões de reais.

O atual maior acelerador é o LHC, com 27 quilômetros de extensão e operação na fronteira entre Suíça e França. Inaugurado em 2008, o LHC acelera prótons a 99,9% da velocidade da luz e instrumentalizou a descoberta do Bóson de Higgs em 2012. Ambos os equipamentos são geridos pelo CERN, órgão que reúne 25 países europeus.

FCC: o que muda

A novidade central é a inclusão do FCC no plano estratégico, conferindo status oficial ao projeto. A meta é que o novo acelerador funcione a partir da década de 2040, após o fim das atividades do LHC previstas para 2041. O FCC será composto por duas máquinas em sequência.

A primeira fase, chamada FCC-ee, terá como objetivo colisões elétron-pósitron até 0,365 TeV. Mesmo com energia menor que a do LHC, as colisões devem oferecer dados mais limpos, favorecendo o estudo detalhado do bóson de Higgs. Metade do orçamento será destinada à construção de um túnel circular subterrâneo.

Etapas seguintes

Após 2045-2070, o FCC-ee deixará o túnel para abrir espaço ao FCC-hh. Nesta segunda etapa, o acelerador colidirá prótons a 100 TeV, sete vezes a energia do LHC, ampliando a probabilidade de novas descobertas. O plano preserva a estratégia de desenvolvimento por fases, já aplicada com o LHC.

O comitê do CERN realizou consultas com especialistas desde 2024, analisando mais de 260 submissões. A decisão de avançar com o FCC reforça a prioridade europeia em física de partículas e ciência básica. Costas Fountas, presidente do Conselho do CERN, descreveu a escolha como monumental.

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