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Doença rara causa lesão medular e paraplegia de médico, recuperação incerta

Cavernoma medular raro provoca lesão na medula; cirurgia com monitoramento neurológico preserva movimentos, mas recuperação ainda é incerta

Médico teve um carvernoma em sua forma mais rara, que causou uma lesão na medula — Foto: Reprodução/Redes Sociais
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  • Lucas Hoffmann, médico, teve lesão medular causada por cavernoma raro que provocou sangramentos; após dois episódios, já não conseguia mover as pernas e enfrenta reabilitação com evolução ainda incerta.
  • Cavernoma é uma malformação vascular que pode provocar sangramentos; a ocorrência na medula espinhal é rara, cerca de 2% dos casos.
  • Em abril houve novo sangramento que subiu dois níveis na medula, chegando à vértebra C4 e comprometendo o braço, com alto risco de perda de movimentos.
  • A cirurgia foi realizada em São Paulo, com monitoramento neurológico intraoperatório using 180 eletrodos; oito horas de procedimento para retirar o cavernoma.
  • Antes do novo episódio, Lucas já havia recuperado sensibilidade até o umbigo e movia a coxa com melhora; a recuperação completa segue como desafio e depende de fisioterapia contínua.

O médico Lucas Hoffmann sofreu uma lesão medular após um sangramento causado por um cavernoma, malformação rara dos vasos sanguíneos. A crise ocorreu após um plantão, quando ainda estava de pé, e resultou na perda de movimentos das pernas. A cirurgia foi realizada no início de maio, em São Paulo, após um segundo episódio de sangramento.

O cavernoma é uma malformação vascular que forma um emaranhado de vasos envolvendo estruturas semelhantes a cavernas, o que aumenta o risco de sangramentos. A condição costuma permanecer silenciosa até ocorrer um sangramento com sintomas ou sequelas. Estima-se que, no cérebro, afete cerca de 1 em cada 200 pessoas; na medula espinhal, a ocorrência é ainda mais rara.

Em 2025 e início deste ano, Lucas iniciou uma extensa reabilitação. Houve progresso, com recuperação de sensibilidade até o umbigo e melhoria na passagem de movimento na coxa. Em abril, um novo sangramento atingiu a cervical, elevando o risco de perda de movimentos novamente.

Cirurgia com monitoramento neurológico

Durante a intervenção, o procedimento contou com monitoramento neurológico intraoperatório. Foram inseridos 180 eletrodos para mapear movimentos e guiar o bisturi em tempo real, evitando danos à medula. A técnica permite interromper o avanço assim que áreas relevantes são tocadas.

O médico responsável foi o neurocirurgião Francisco Sampaio, especialista em coluna vertebral do Hospital Sírio-Libanês e da Rede D’Or Star. A cirurgia durou oito horas e, de acordo com a equipe, o cavernoma foi retirado com sucesso.

Ao final, Lucas apresentou movimentação no braço com força total, mantendo o mesmo nível de função observado antes do segundo sangramento. A recuperação permanece dependente de fisioterapia contínua, com acompanhamento médico na rede pública do Paraná.

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