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Fóssil de 415 milhões de anos revela o maior escorpião já encontrado

Pesquisa confirma Praearcturus gigas como o maior escorpião pré-histórico, com mais de um metro, destacando seu papel como predador terrestre no Devoniano

Representação artística do grande escorpião durante o período Devoniano
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  • Há cerca de quatrocentos e quinze milhões de anos, no Devoniano, um predador de grande porte dominava áreas que hoje correspondem à Inglaterra e ao País de Gales, no que é conhecido como Praearcturus gigas.
  • Novo estudo, publicado em 2 de junho na revista Palaeontology, confirmou que esse fóssil é o maior escorpião já identificado.
  • Os cientistas identificaram semelhanças anatômicas entre Praearcturus gigas e Eramoscorpius, incluindo a presença de uma estrutura chamada esterno, o que ajudou a confirmar a natureza do animal.
  • O animal tinha mais de um metro de comprimento, com pinças que podiam chegar a 16 centímetros; o pedipalpo de alguns fósseis mediu mais de 7,6 centímetros.
  • A pesquisa indica que Praearcturus gigas poderia caçar pequenos artrópodes em planícies alagadas e, possivelmente, predadores aquáticos; ainda não há confirmação sobre a relação com fósseis encontrados em Portishead e sobre a sobrevivência por mais décadas, exigindo novas descobertas para esclarecer a história do maior escorpião já identificado.

A pesquisa publicada na revista Palaeontology, em 2 de junho, confirma que o Praearcturus gigas é o maior escorpião já identificado. Fossils encontrados no Reino Unido indicam um predador terrestre de mais de 1 metro de comprimento, que dominava áreas de Inglaterra e País de Gales há cerca de 415 milhões de anos, no Devoniano.

Os fósseis de P. gigas mostraram pinças que podiam alcançar até 16 centímetros. Em exemplares incompletos, o pedipalpo ultrapassava 7,6 cm; em um exemplar completo, ficava em torno de 6,96 cm. A conformação do corpo sugere robustez suficiente para capturar presas grandes.

A identificação foi consolidada após a análise de fósseis de Eramoscorpius, descritos a partir de um exemplar canadense de 2015. A presença do esterno, uma estrutura triangular com sulco central, também aparece em P. gigas, levando os cientistas a reconhecer a espécie como escorpião ancestral.

Segundo os autores, o tamanho do animal indica que ele caçava uma variedade de presas, incluindo pequenos artrópodes nas planícies alagadas do Devoniano. Há também hipótese de que P. gigas pudesse atuar como predador aquático, alimentando-se de peixes e de animais de maior porte.

O estudo enfatiza que o Praearcturus gigas viveu em um momento em que a vida na terra ainda engatinhava: criaturas terrestres de grande porte estavam apenas surgindo, sem ancestrais de répteis, mamíferos ou aves já adaptados ao ambiente. A descoberta oferece pistas sobre a transição da vida aquática para o ambiente terrestre.

Fragmentos fósseis encontrados em Portishead, Inglaterra, sugerem que a espécie pode ter sobrevivido por pelo menos mais 40 milhões de anos, embora a associação ainda não esteja confirmada. Pesquisadores indicam a necessidade de novas evidências para esclarecer a biologia, a evolução e o eventual desaparecimento do maior escorpião pré-histórico.

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