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Frio faz você esquecer de beber água? Entenda o impacto nos rins

No inverno, a sede é menor e a desidratação silenciosa pode sobrecarregar os rins, aumentando o risco de pedras nos rins, infecções e lesão renal

Mesmo sem sentir sede, seu corpo continua perdendo líquidos. Manter a hidratação em dia é uma das formas mais simples de cuidar da saúde dos rins.
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  • No inverno, a sensação de sede diminui, mas o corpo continua perdendo líquidos, o que pode levar à desidratação silenciosa e sobrecarregar os rins.
  • A falta de hidratação reduz o volume urinário, aumenta a concentração de resíduos e eleva o risco de cálculos renais, infecções urinárias e lesão renal aguda.
  • Sinais de desidratação incluem urina escura, boca seca, dor de cabeça, cansaço e dificuldade de concentração; em estágios avançados podem aparecer tontura e cãibras.
  • Guia comum de consumo: peso corporal multiplicado por quarenta e cinco mililitros para estimar a ingestão diária; por exemplo, 70 kg ≈ 2,4 litros/dia; água continua a melhor opção, chás também ajudam.
  • Dicas para beber mais: inicie o dia com água, mantenha garrafa visível, use lembretes, tome água antes das refeições e inclua sopas; quem pratica exercícios deve hidratar-se antes, durante e depois.

O frio do inverno diminui a sensação de sede, mas o corpo continua perdendo água. O texto alerta para a desidratação silenciosa, que pode impactar inclusive os rins. A prática de manter a hidratação em dia é essencial para o funcionamento do organismo.

Muitos reduzem o consumo de líquidos sem perceber. Isso aumenta o risco de urina concentrada, queda no fluxo sanguíneo renal e acúmulo de substâncias que precisam ser eliminadas pelo corpo, sobretudo em quem já tem hipertensão, diabetes ou doença renal.

O especialista ouvida é o nefrologista Bruno Piubelli, da Fenix Nefrologia. Ele explica que a sede é controlada por sensores no cérebro, que demoram mais para disparar no frio, pois o suor é menor. O corpo ainda prioriza conservar calor, reduzindo sinais de sede.

A falta de água pode trazer consequências como cálculos renais, infecções urinárias, lesão renal aguda e piora de doenças renais preexistentes. A hidratação inadequada prejudica a filtração do sangue e aumenta o risco de complicações.

Sinais de desidratação aparecem de forma discreta: urina escura, boca seca, cefaleia, cansaço e dificuldade de concentração. Em estágios avançados, podem surgir tontura, cãibras e batimento acelerado. O monitoramento da urina ajuda a acompanhar a hidratação.

Existem referências para a quantidade diária de água, como peso corporal x 35 ml. Por exemplo, alguém com 70 kg precisaria, em média, cerca de 2,4 litros por dia. Idade, atividade física e condições de saúde alteram esse valor.

Cafés, chás e água são aliados da hidratação. Bebidas sem açúcar, como chás de ervas, ajudam, desde que a água continue sendo a principal fonte. A cafeína em excesso não substitui o consumo de água ao longo do dia.

Alimentos também contribuem para a hidratação, respondendo por cerca de 20% da ingestão diária de água. Frutas como melancia e laranja, vegetais como pepino e alface, além de sopas e caldos, ajudam a manter o equilíbrio hídrico.

Para manter o hábito, sugere-se beber ao acordar, deixar a garrafa visível, usar lembretes e incluir água antes das refeições. Em atividades físicas, a hidratação deve ocorrer antes, durante e após o treino, sobretudo no inverno.

Em síntese, a hidratação consistente é crucial para a saúde renal, especialmente no frio. Adotar medidas simples pode prevenir desidratação silenciosa e reduzir o risco de complicações associadas aos rins.

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