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Influenciadora passa mal após 60 horas sem comida; alerta para jejum extremo

Influenciadora internada após sessenta horas de jejum reacende debate sobre riscos do jejum intermitente

Veja os riscos do jejum intermitente prolongado
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  • A influenciadora Joana Cabral, 37 anos, ficou 60 horas em jejum e foi internada com hipoglicemia e pressão baixa; o caso está em investigação.
  • Ela afirmou que não fará mais isso, destacando que o risco não vale a prática.
  • O jejum intermitente alterna períodos sem alimento com janelas de alimentação, visando usar a gordura como fonte de energia e exigir acompanhamento profissional.
  • Os protocolos mais comuns vão de dez a vinte e quatro horas de jejum, com métodos como 16/8, 5/2, Eat-Stop-Eat e jejum alternado.
  • Benefícios podem existir quando bem indicado e planejado, mas a prática não é indicada para gestantes, lactantes, crianças, adolescentes e alguns pacientes com doenças crônicas; orientação médica é essencial.

Joana Cabral, influenciadora atriz de 37 anos, ficou 60 horas em jejum com o objetivo de perder cinco quilos. O episódio resultou em hipoglicemia e queda de pressão, levando-a a ser internada para investigação do quadro clínico.

Segundo a própria influenciadora, houve um apagão em casa. Ao dar entrada no hospital, ela apresentava hipoglicemia, pressão baixa e batimentos fracos. Ela está internada para avaliação médica adicional.

Em comunicado posterior, Cabral afirmou que não pretende repetir a prática, independentemente da causa. O caso reacende o debate sobre riscos do jejum prolongado e a necessidade de acompanhamento profissional.

O que é o jejum intermitente

O jejum intermitente alterna períodos sem alimento com janelas de alimentação, visando o uso de gordura como fonte de energia. A prática não é indicada para todos os perfis.

A médica nutróloga Dra. Marcella Garcez ressalta a importância de orientação profissional. Intervalos longos sem comer, seguidos de ingesta inadequada, podem levar a hipoglicemia, desnutrição e desidratação.

Sintomas comuns incluem fraqueza, dificuldade de concentração, mal-estar e alterações metabólicas. Há aumento do risco de transtornos alimentares quando não há supervisão adequada.

Protótipos de jejum e orientação

Entre os métodos mais conhecidos estão o 16/8, com 16 horas de jejum e 8 de alimentação; o 5/2, com dias de restrição; o Eat-Stop-Eat, com jejum de 24 horas; e o jejum alternado. A especialista destaca que a alimentação nos períodos de ingestão deve ser equilibrada.

Benefícios potenciais existem quando o protocolo é bem indicado e acompanhado. Pesquisas sugerem impactos positivos para obesidade, diabetes, doenças cardíacas e alguns cânceres, além de auxiliar na perda de peso em planos estruturados.

Quando evitar a prática

A médica lista grupos para os quais o jejum intermitente não é apropriado: gestantes, lactantes, crianças, adolescentes e pacientes com certas doenças crônicas. A indicação deve ser individualizada, considerando estilo de vida, objetivos e condições de saúde.

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