- Dados do SISVAN indicam que, em 2025, mais de 4,2 milhões de crianças de 0 a 9 anos no Brasil tiveram excesso de peso, o que representa 33 em cada 100 nessa faixa etária, considerado Dia da Conscientização Contra a Obesidade Mórbida Infantil em 3 de junho.
- Mito: a criança vai perder peso sozinha com o crescimento; sem acompanhamento, a obesidade tende a persistir e aumenta riscos de diabetes, hipertensão e doenças cardiovasculares.
- Mito: obesidade infantil ocorre apenas por excesso de comida; o problema é multifatorial, envolvendo sedentarismo, genética, ambiente familiar, questões emocionais e sono, além do uso de ultraprocessados e mais tempo em telas.
- Mito: dietas restritivas são a melhor solução; crianças precisam de nutrientes para o crescimento, então a reeducação alimentar e hábitos saudáveis são mais eficazes do que restrições radicais.
- Mito: obesidade infantil afeta apenas a saúde física; impactos emocionais também são importantes, incluindo bullying, isolamento e baixa autoestima, exigindo cuidado que envolva alimentação, atividade física e apoio familiar.
O Dia da Conscientização Contra a Obesidade Mórbida Infantil, celebrado em 3 de junho, traz à tona o crescimento desse problema no Brasil. Dados do SISVAN apontam que, em 2025, mais de 4,2 milhões de crianças de 0 a 9 anos tinham excesso de peso, correspondendo a 33 em cada 100 nessa faixa etária.
Além dos impactos físicos, o excesso de peso pode comprometer o desenvolvimento emocional, social e a qualidade de vida. Em entrevista, a professora Janaina de Fatima Avila Amaral, da Faculdade Anhanguera, destaca a importância de esclarecer dúvidas e reduzir a desinformação sobre o tema.
O tema é multifatorial. Fatores como sedentarismo, genética, ambiente familiar, sono e aspectos emocionais influenciam o ganho de peso. O consumo frequente de ultraprocessados, associada à pouca atividade física, contribui para o aumento dos índices de obesidade infantil.
Mitos sobre obesidade infantil
1. A criança irá perder peso naturalmente com o crescimento
Muitos acreditam que o excesso de peso some sozinho com o tempo. Especialistas afirmam que a obesidade tende a persistir sem acompanhamento adequado, especialmente na adolescência e na vida adulta.
2. Obesidade infantil ocorre apenas por excesso de comida
A condição é multifatorial. Além da alimentação, fatores como sedentarismo, genética, ambiente familiar, questões emocionais e sono influenciam o peso.
3. Dietas restritivas são a melhor solução
Restrições drásticas podem prejudicar o desenvolvimento. Crianças precisam de nutrientes para crescimento físico e cognitivo; a estratégia correta é a reeducação alimentar e hábitos saudáveis.
4. A obesidade infantil afeta apenas a saúde física
Impactos emocionais também são relevantes: bullying, isolamento social, baixa autoestima e ansiedade. O cuidado envolve alimentação, atividade física e apoio emocional.
5. Praticar atividade física sozinho resolve o problema
Exercícios ajudam, mas devem acompanhar alimentação equilibrada, sono de qualidade e apoio familiar. Mudanças coletivas na família fortalecem a adesão da criança.
A abordagem eficaz para prevenção e tratamento envolve uma atuação integrada entre família, escola e profissionais, com foco em hábitos sustentáveis e acompanhamento adequado. Luana Figueiredo
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