- Estudo “Mais Dados, Mais Saúde” mostra que 25% dos brasileiros não sabem que o câncer pode ser prevenido com mudanças no estilo de vida, e cerca de metade não reconhece o sedentarismo como fator de risco.
- Enquanto muitos associam tabagismo e exposição solar ao câncer, consumo de bebidas alcoólicas, carne vermelha, embutidos e ultraprocessados não é amplamente ligado à doença.
- A presidente da Sociedade Brasileira de Oncologia Clínica, Clarissa Baldotto, afirma que as informações precisam ser trabalhadas e que não se deve glamourizar hábitos não saudáveis.
- O sedentarismo é apontado como contribuinte para cânceres comuns, como de intestino, mama e próstata, por promover desequilíbrio metabólico e inflamação crônica que favorece mutações.
- Há avanços: um novo medicamento pode transformar o tratamento do câncer de pâncreas, bloqueando uma mutação genética presente em cerca de 90% dos pacientes, trazendo esperança para pesquisas.
O estudo “Mais Dados, Mais Saúde” aponta que 25% dos brasileiros não sabem que o câncer pode ser prevenido com mudanças no estilo de vida e que metade da população não reconhece o sedentarismo como fator de risco. Os dados foram divulgados nesta quarta-feira.
Durante o Link News, Clarissa Baldotto, presidente da Sociedade Brasileira de Oncologia Clínica, ressalta que, apesar da ampla oferta de informações, ainda há desconhecimento sobre os principais fatores de risco das formas mais comuns da doença. Ela afirma que as informações precisam ser reforçadas.
Baldotto analisa que muitos fatores de risco estão ligados a comportamentos sociais, o que dificulta a atuação de prevenção. A especialista aponta que o marketing direcionado pode ajudar as pessoas a entenderem seus riscos e a fazerem escolhas mais saudáveis, sem glamourizar hábitos prejudiciais.
Sedentarismo e risco de câncer
Ela enfatiza o papel do sedentarismo na suscetibilidade a tumores como intestino, mama e próstata, destacando que o estilo de vida desequilibrado contribui para mudanças metabólicas e inflamação contínua, favorecendo mutações genéticas com o avanço da idade.
Segundo a médica, tumores comuns são fortemente associados a hábitos de cuidado não adequados, o que aumenta a probabilidade de alterações no DNA ao longo do tempo. A explicação envolve inflamação crônica e mutações, fatores relevantes para o desenvolvimento tumoral.
Avanços terapêuticos
Ainda durante a entrevista, Baldotto comenta uma promessa terapêutica para o câncer de pâncreas: uma droga que bloqueia uma mutação genética presente em grande parte dos pacientes. A nova terapia representa uma esperança para a continuidade da pesquisa clínica e o avanço do tratamento.
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