- A OMM publicou alerta sobre a possibilidade de um novo episódio de El Niño nos próximos meses, com impactos esperados no planeta e no Brasil.
- Há cerca de oitenta por cento de probabilidade de o El Niño se consolidar entre junho e agosto; a chance de permanecer ativo até o fim da primavera no hemisfério sul é superior a noventa por cento.
- No Nordeste, a previsão é de redução de chuvas, o que pode afetar reservatórios, agricultura e geração de energia.
- Na Amazônia, aumenta o risco de incêndios florestais com altas temperaturas e menor chuva; no Sudeste, pode chover mais que a média, elevando o risco de alagamentos e deslizamentos.
- A ONU alerta que o El Niño pode intensificar os impactos do aquecimento global; recomenda reforçar planos de preparação para seca, calor e eventos extremos.
A Organização Meteorológica Mundial (OMM), órgão da ONU, emitiu um alerta sobre a possível formação de um novo episódio de El Niño nos próximos meses. O foco abrange impactos globais, com atenção especial ao Nordeste brasileiro. O fenômeno poderia alterar padrões de chuva, temperatura e abastecimento de energia.
Segundo a OMM, há cerca de 80% de probabilidade de o El Niño se consolidar entre junho e agosto. A chance de permanecer ativo até o fim da primavera no Hemisfério Sul ultrapassa 90%. O monitoramento deve seguir com rigor nos próximos meses.
A previsão para o Nordeste aponta redução das chuvas em várias áreas, com efeitos potenciais sobre reservatórios, agricultura e geração de energia. A depender do regime hidrológico, o armazenamento em usinas hidrelétricas pode ficar mais pressionado.
Impactos regionais
Na Amazônia, há preocupação com maior risco de incêndios florestais devido ao calor e à pouca chuva, somando-se a estímulos de períodos recentes de estresse hídrico. Em áreas urbanas do Sudeste, a expectativa é de chuvas mais intensas, elevando o risco de alagamentos.
A ONU ressalta que o mundo precisa encarar o El Niño como sinal de alerta frente ao aquecimento global, com potencial para ampliar a frequência e a intensidade de eventos climáticos extremos. A sigla não exige EP ou severidade máxima para causar impactos.
Medidas de preparação
Especialistas destacam a importância de monitoramento constante para evitar prejuízos ao abastecimento e ao setor energético. Governos, empresas e defesa civil devem reforçar planos diante de seca prolongada, ondas de calor e chuvas intensas.
A OMM reforça que, mesmo em regimes moderados do El Niño, é possível alterar padrões de chuva e temperatura em várias regiões. A recomendação é manter estratégias de adaptação, com foco em gestão de recursos hídricos e planejamento energético.
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