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ONU: El Niño tem mais de 90% de chance de se formar até novembro

Com 90% de chance de se formar até novembro, El Niño pode ampliar secas, chuvas intensas e calor extremo, elevando riscos climáticos globais

Entre abril e maio, as temperaturas abaixo da superfície chegaram a ficar mais de 6°C acima da média histórica (AFP Photo)
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  • As chances de El Niño se desenvolver até novembro são de 90% ou mais, segundo a Organização Meteorológica Mundial (OMM).
  • O monitoramento aponta riscos de secas, chuvas intensas e ondas de calor, tanto em terra quanto no oceano.
  • O El Niño aquece a superfície do Pacífico central e oriental, pode durar entre nove e doze meses e aumenta a probabilidade de eventos climáticos extremos.
  • A ONU classifica o fenômeno como alerta climático urgente e defende reduzir a dependência de combustíveis fósseis e fortalecer a monitorização precoce.
  • Para o próximo trimestre, espera-se temperaturas acima da média global, com chances de precipitação abaixo do normal em várias regiões e possibilidade de furacões mais fortes no Pacífico central/oriental.

O Sistema Global de Monitoramento divulgou que as chances de El Niño se formar até novembro são de 90% ou mais. A Organização Meteorológica Mundial afirma que a maioria dos modelos aponta riscos de moderados a fortes.

A diretora-geral da OMM, Celeste Saulo, disse que o mundo precisa se preparar para seca, chuvas intensas e ondas de calor tanto em terra quanto no oceano. O fenômeno aquece o Pacífico central e oriental e altera padrões de chuva.

El Niño ocorre, em média, a cada dois a sete anos e pode durar de nove a doze meses. Mesmo em episódios moderados, a probabilidade de eventos climáticos extremos aumenta, segundo a OMM.

O Pacífico Equatorial já apresenta sinais de consolidação. Entre o fim de abril e meados de maio, a temperatura da superfície do mar se aproximou de limiares característicos do fenômeno, com temperaturas abaixo da superfície até 6°C acima da média.

Outro indicador observado é o Índice de Oscilação Sul, componente atmosférico ligado ao El Niño, que aponta condições favoráveis ao seu desenvolvimento. A organização destaca que mudanças climáticas não elevam necessariamente a frequência, mas podem amplificar impactos.

O secretário-geral da ONU, António Guterres, descreveu o momento como alerta climático urgente. Segundo ele, o El Niño deve intensificar o aquecimento global e exigir respostas rápidas.

Para reduzir impactos, a ONU enfatiza a transição de energias fósseis para renováveis e o fortalecimento de sistemas de alerta precoce. Ao todo, 128 países já possuem mecanismos de monitoramento, com meta de cobertura universal até 2027.

Temperaturas globais devem permanecer acima da média no próximo trimestre. Entre junho e agosto, a OMM prevê tendência generalizada de calor, com risco aumentado de secas e escassez hídrica em regiões vulneráveis.

Projeções regionais apontam chuvas abaixo da média no norte do Chifre da África, monções mais fracas no sul da Ásia e verões mais quentes e secos na América Central. Durante o verão no Hemisfério Norte, águas quentes podem facilitar furacões no Pacífico central e oriental.

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