- A Organização Meteorológica Mundial estimou 80% de probabilidade de El Niño até agosto, podendo ser moderado ou até forte.
- O fenômeno pode ampliar extremos climáticos, como secas, chuvas intensas e ondas de calor em várias regiões.
- Entre abril e maio houve aquecimento da superfície do Pacífico equatorial, com águas mais quentes no fundo, sinalizando desenvolvimento do El Niño.
- De junho a agosto, prevê-se elevação das temperaturas acima do normal em quase todo o planeta, aumentando o estresse térmico, inundações e secas.
- A ONU fala em 128 países com sistemas de alerta multirrisco; objetivo é universalizar esses sistemas até o fim de 2027, diante de impactos em cadeia no clima, comércio e economia.
A Organização Meteorológica Mundial (OMM) informou que há 80% de probabilidade de um novo episódio de El Niño até agosto. O aumento das temperaturas do Pacífico equatorial pode elevar o risco de extremos climáticos nas próximas semanas, com intensidade que pode variar de moderada a forte. A ONU reforçou a necessidade de preparo global.
A previsão aponta que o fenômeno pode alterar a circulação atmosférica e provocar eventos extremos em várias regiões. Entre abril e maio, as temperaturas da superfície do Pacífico central e leste ficaram acima da média, com elevação também nas camadas profundas da água.
Segundo o climatologista Francisco Eliseu Aquino, da UFRGS, o comunicado confirma a evolução do El Niño. Ele prevê moderado a provavelmente forte, com potencial de intensificação de ondas de calor, chuvas intensas e inundações caso as condições permaneçam. A tendência é de prolongamento até o verão.
Entre junho e agosto, o documento indica possibilidade de temperaturas acima do normal quase globalmente. Há ainda alerta para estresse térmico e riscos de inundações ou secas severas ao redor do planeta, com variações regionais relevantes.
A ONU destacou que 128 países possuem sistemas de alerta multirrisco, com objetivo de ampliar a proteção até o fim de 2027. O El Niño deve gerar efeitos em cascata, impactando comércio, economia e segurança de leis, segundo Celeste Saulo, chefe da OMM.
Especialistas divergem sobre impactos no Brasil. Para o WWF Brasil, aguardam-se impactos claros entre 2026 e 2027, com seca no Nordeste e maior volume de chuva no Sul. O custo social e econômico pode ser significativo, especialmente para agricultores e setores vulneráveis.
O fenômeno é cíclico, ocorrendo a cada dois a sete anos e com duração de nove a 12 meses. O último episódio, em 2023 e 2024, elevou os registros de calor globais, servindo de referência para as previsões atuais.
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