- Um estudante de 14 anos, Miles Wu, de Nova York, criou estruturas com dobraduras inspiradas no Miura-ori que resistem a mais de dez mil vezes o peso próprio.
- O projeto venceu o principal prêmio da Thermo Fisher Scientific Junior Innovators Challenge 2025, recebendo US$ 25 mil.
- Foram 54 versões da estrutura, com três tipos de papel, e 108 testes que submetiam os modelos a cargas cada vez maiores.
- A configuração mais eficiente utilizou papel comum de impressora, apresentando a melhor relação entre resistência e massa.
- A pesquisa aponta aplicações potenciais em abrigos emergenciais, arquitetura compacta e engenharia espacial, destacando a importância da forma na distribuição de forças.
Miles Wu, de 14 anos, em Nova York, conquistou o prêmio principal da Thermo Fisher Scientific Junior Innovators Challenge 2025 ao apresentar uma estrutura de papel dobrado a partir do origami Miura-ori capaz de suportar mais de 10 mil vezes o próprio peso. A premiação inclui US$ 25 mil.
O estudante desenvolveu 54 variações da estrutura, testando 108 modelos com diferentes medidas e três tipos de papel. Os experimentos envolveram aplicações que vão desde livros até pesos de academia, sempre buscando o equilíbrio entre resistência e massa.
A configuração mais eficiente mostrou resistência superior a 10 mil vezes o peso do modelo. Surpreendentemente, o papel comum de impressora apresentou a melhor relação entre resistência e massa entre os materiais testados, segundo os resultados da pesquisa.
Aplicações potenciais
Estruturas inspiradas em origami podem servir a abrigos emergenciais, arquitetura compacta e engenharia espacial. O Miura-ori facilita o encaixe de grandes superfícies em espaços reduzidos, com montagem rápida e distribuição de cargas eficiente.
Miles utilizou o padrão Miura-ori, criado pelo astrofísico Koryo Miura, conhecido por permitir compactação e abertura rápidas. A geometria já foi aplicada em painéis solares de satélites, entre outras utilizações em engenharia.
Origem e impacto
O origami nasce como arte japonesa de dobras em papel, com raízes na China. A prática evoluiu para campo científico, influenciando robótica, medicina e construção adaptável. Seu estudo combina matemática, engenharia e criatividade.
Além de aplicações técnicas, o origami é usado na educação para desenvolver concentração, coordenação e raciocínio espacial. Em países diferentes, continua a evoluir com tecnologia e pesquisa acadêmica.
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