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Ibovespa cai mais de 1% com temor de tarifas dos EUA; bancos e varejo caem

Ibovespa recua mais de 1% com temor de tarifas dos EUA; bancos, varejo e construção pressionam o índice, com PMI e dólar próximos de R$ 5,03

Foto: Divulgação B3
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  • O Ibovespa iniciou a sessão em queda e, por volta das 10h13, caía 1,36%, aos 171.835 pontos, em meio à aversão ao risco global.
  • Os EUA propuseram tarifas de 12,5% sobre importações de cerca de 60 países, incluindo o Brasil, elevando tensões comerciais.
  • Bancos pressionam o índice: Bradesco cai 1,63%, Itaú Unibanco (-1,16%), Santander (-1,28%) e Banco do Brasil (-1,06%).
  • Varejo e construção civil lideram as perdas: MRV recua 5,90%; Casas Bahia (-3,05%), Magazine Luiza (-2,99%), além de quedas em Tenda, Direcional, Cury e Eztec.
  • PMI de serviços do Brasil cai para 50,4 em maio; dólar fica próximo de R$ 5,03, com pressão pela PTAX e aversão ao risco.

O Ibovespa operava em queda nesta quarta-feira, com o desempenho puxado pela aversão ao risco nos mercados globais. A sessão ganhou velocidade após o governo dos EUA anunciar uma proposta de tarifa sobre importações de 60 países, incluindo o Brasil.

Às 10h13, o índice caía cerca de 1,36%, aos 171.835 pontos, ampliando perdas ao longo da manhã. A equipe de mercado avaliava o impacto de tarifas de 12,5% sobre as importações, o que elevou tensões comerciais e pressionou ativos de maior risco.

Bancos lideraram as quedas entre as ações, com Bradesco caindo 1,63%, Itaú Unibanco 1,16%, Santander 1,28% e Banco do Brasil 1,06%. O setor financeiro contribuiu para o recuo do Ibovespa na abertura.

Varejo e construção civil apresentaram as maiores perdas. Casas Bahia caiu 3,05%, Magazine Luiza 2,99% e Americanas 1,37%. Entre construtoras, MRV recuou 5,90%, seguida por Tenda, Direcional, Cury e Eztec, entre as maiores baixas.

Petrobras oscilou, com Petrobras ON recuando 0,17% e PN subindo 0,22%, refletindo cautela diante do cenário externo e de incertezas sobre a política comercial americana.

Desempenho macro e câmbio

O PMI de serviços brasileiro caiu de 52,3 em abril para 50,4 em maio, sinalizando desaceleração da atividade. A leitura, segundo a S&P Global, reflete demanda fraca e custos elevados causados pela conjuntura internacional.

O dólar ficou próximo de R$ 5,03, após a divulgação da primeira parcial da PTAX pelo Banco Central, que reforçou a pressão cambial em ambiente de maior aversão ao risco global.

Fonte: BPMoney.

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