- O PMMA é um plástico usado na medicina em forma de microesferas como gel para preencher áreas da pele, considerado permanente e não reabsorvível pelo organismo.
- O Conselho Federal de Medicina proibiu o uso estético ou reparador do PMMA no Brasil, mantendo exceção apenas para lipodistrofia em pacientes com HIV/Aids, atendida pelo SUS.
- Os riscos associados incluem infecções, formação de nódulos, necrose tecidual, embolia, insuficiência renal e morte; a remoção é frequentemente difícil e pode exigir cirurgias mutilantes.
- Aline Maria Ferreira da Silva, influenciadora de 33 anos, morreu nove dias após aplicação de PMMA nos glúteos em Goiânia.
- Ju Massaoka relatou complicações após rinoplastia com PMMA no nariz, com risco de necrose; outras vítimas já perderam a vida ou tiveram complicações graves em procedimentos estéticos com PMMA.
O polimetilmetacrilato (PMMA) está proibido no Brasil para uso estético e reparador, conforme decisão do Conselho Federal de Medicina (CFM). A medida ressalta os riscos graves da substância, ligada a complicações que já resultaram em mortes e consequências graves para pacientes e influenciadoras. A norma permite exceção apenas para tratamento de lipodistrofia em pacientes com HIV/aids via SUS.
Relatos de danos envolvendo PMMA ganharam força após a proibição, com casos marcados pela gravidade de lesões, infecções, necrose e necessidade de procedimentos invasivos para remoção. A Anvisa classifica o PMMA como material permanente e de alto risco, com uso autorizado apenas em situações específicas associadas a sequelas de doenças.
A decisão do CFM ocorreu após relatos de sequelas irreversíveis e óbitos. A SBCP lista riscos como infecção, nódulos, necrose, embolia e falhas renais. A remoção do PMMA costuma ser difícil, pois o material infiltra tecidos, exigindo cirurgias complexas.
O que é PMMA
O PMMA é um plástico utilizado na indústria e na medicina, aplicado na forma de microesferas em gel para preencher áreas da pele. Segundo a Anvisa, trata-se de material permanente e não reabsorvível pelo organismo. Em contextos médicos, pode ser empregado para correções corporais ou faciais em casos específicos.
A agência destaca que o uso é autorizado apenas para tratar sequelas de doenças como poliomielite ou lipodistrofia em pacientes com HIV/aids sob supervisão do sistema público de saúde. O risco elevado é citado como justificativa para a regulamentação restrita.
Por que a proibição ocorreu
O CFM proibiu o uso estético e reparador do PMMA no Brasil, mantendo a exceção para lipodistrofia associada ao HIV/aids via SUS. A decisão se baseia em relatos de lesões extensas, sequelas irreversíveis e mortes decorrentes de procedimentos com PMMA.
Entre as instituições, a SBCP aponta riscos de infecção, formação de nódulos, necrose tecidual, embolia e falência renal. A dificuldade de remoção do material é ressaltada, pois ele pode se infiltrar nos tecidos e exigir cirurgias mutilantes.
Casos envolvendo famosas e pacientes
Casos de complicações envolvendo PMMA ganharam repercussão na mídia. A influenciadora Aline Maria Ferreira da Silva, de 33 anos, morreu nove dias após aplicação de PMMA nos glúteos em Goiânia. A repórter Ju Massaoka relata complicações após rinoplastia com PMMA sem consentimento, sob risco de necrose.
Adriana Soares Lima Laurentino, de 46 anos, foi encontrada morta após realizar harmonização de bumbum com PMMA em Recife. Lilian Calixto, 46, faleceu por embolia pulmonar causada pelo PMMA aplicado nos glúteos, em procedimento clandestino realizado pelo médico conhecido como Doutor Bumbum.
Os casos ilustram a gravidade dos riscos associados ao uso da substância fora de contextos médicos controlados. As informações reforçam a orientação de buscar procedimentos em ambientes regulamentados e reconhecidos pela medicina.
Entre na conversa da comunidade