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Rodovia de cascalho de 737 km cruza o Círculo Polar Ártico canadense

Dempster Highway, rodovia de cascalho de 737 km, conecta Yukon a Inuvik no Círculo Polar Ártico, enfrentando permafrost, clima extremo e isolamento

Estrada de cascalho que cruza o Círculo Polar Ártico conectando territórios remotos ao Oceano Ártico – Créditos: depositphotos.com / kamchatka
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  • A Dempster Highway é uma estrada de cascalho de setecentos e trinta e sete quilômetros que liga o Yukon ao Círculo Polar Ártico, no Canadá.
  • Inaugurada em mil novecentos e setenta e nove, a via foi construída sobre cascalho para evitar o derretimento do permafrost sob o asfalto.
  • É a única ligação por terra durante o ano inteiro com Inuvik, exigindo que motoristas carreguem combustível e peças de reposição, pois o socorro pode levar dias.
  • Ao longo da viagem, a paisagem muda do taiga para a tundra ártica, com diferenças na vegetação e na fauna entre as regiões sul e norte.
  • No fim da estrada, em Inuvik, fica a Igreja de Igloo; no inverno, o céu fica iluminado pela aurora boreal, sem poluição luminosa.

A Dempster Highway, estrada de cascalho de 737 km, corta o Círculo Polar Ártico canadense ligando o Yukon às tundras do norte. Inaugurada em 1979, a via foi construída sobre cascalho para evitar derreter o permafrost e manter a infraestrutura estável.

A rota é a única ligação por terra o ano inteiro até Inuvik, comunidade à beira do Oceano Ártico. O isolamento requer planejamento, combustível reserva e peças sobressalentes, já que o socorro mecânico pode demorar dias para chegar.

A travessia começa no sul do Yukon, passa pela tundra ártica e termina em Inuvik. A paisagem muda drasticamente ao longo do trajeto, revelando ecossistemas extremos e uma geografia desafiadora para motoristas de expedição.

Mudança de paisagem: taiga para tundra

Ao longo da estrada, a densidade de coníferas dá lugar a uma tundra sem árvores. O contraste é visível no perfil geográfico, na fauna observável e no regime de luz durante o verão, com o Sol da Meia-Noite.

  • Região sul (Taiga): pinheiros, abetos; ursos, alces e raposas; dias longos no verão.
  • Região norte (Tundra): líquens e pequenos arbustos; caribus, lobos do ártico e lemingues; iluminação contínua no verão.

Fim da estrada e experiências

Chegar a Inuvik representa o prêmio de quem encara o percurso. A vila abriga a Igreja de Igloo, símbolo da resistência a ventos e nevascas. Ecoturistas encontram cultura Inuvialuit, o Delta do Mackenzie e o acesso para Tuktoyaktuk.

Para planejar a viagem, organizações locais indicam preparação específica: pneus reforçados, rádios via satélite e proteções para o radiador, diante do cascalho solto que pode danificar veículos a alta velocidade.

Como se preparar para o percurso

As autoridades canadenses recomendam medidas de segurança claras para quem dirige na Dempster Highway: manter reservas, conferir o veículo com atenção e equipar-se com recursos de comunicação eficientes, já que a cobertura de celular é limitada.

O isolamento da via também atrai observação de fenômenos naturais. No inverno, o céu limpo favorece a visualização de auroras boreais, sem poluição luminosa, tornando a travessia um espetáculo à parte.

Fontes e referências

As informações sobre a rota, ecossistemas e preparos são baseadas em materiais de turismo regional e diretrizes do Território do Noroeste, bem como relatos de expedições que percorrem a Dempster Highway.

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