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SUS precisa ampliar arsenal contra o colesterol alto para reduzir infartos

Acesso restrito a estatinas de alta potência e terapias avançadas no Sistema Único de Saúde mantém risco de infarto e AVC

Novas drogas para acompanhar a evolução da ciência: protocolos precisam de atualização (Ilustração: VEJA SAÚDE/VEJA)
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  • Doenças cardiovasculares concentram as principais causas de morte; no Brasil, estima-se de 300 mil a 400 mil infartos por ano.
  • LDL alto aumenta o risco de aterosclerose, infarto e AVC; controlar o colesterol é uma das principais formas de reduzir eventos.
  • No SUS, as estatinas tradicionais incluem sinvastatina, atorvastatina e pravastatina; o acesso a opções mais potentes envolve critérios clínicos e burocracia.
  • Novos tratamentos existem, como ezetimiba, ácido bempedoico, terapias de PCSK9 (evolocumabe), inclisirana e pitavastatina em casos específicos; rosuvastatina é uma estatina potente disponível.
  • Diretriz brasileira de dislipidemias de 2025 recomenda estatina de alta intensidade associada à ezetimiba para alto risco; no entanto, a incorporação de rosuvastatina de alta intensidade e ezetimiba ao SUS não ocorreu, destacando o desafio de custo e acesso.

O infarto continua entre as principais causas de morte no Brasil. Dados da OMS apontam que mais de 80% das mortes cardiovasculares vêm de infartos e derrames. No país, o Ministério da Saúde estima 300 mil a 400 mil casos de infarto por ano.

O LDL, conhecido como colesterol ruim, aumenta o risco de aterosclerose e de obstrução arterial, favorecendo infarto ou AVC. Hipertensão, diabetes, tabagismo, obesidade e sedentarismo também elevam esse risco, mas o controle do colesterol é essencial.

No SUS, o arsenal de remédios para colesterol elevado não acompanha as diretrizes científicas mais modernas. A sinvastatina está disponível na atenção básica há décadas, com acesso mais amplo. Terapias mais potentes exigem avaliação clínica e documentação.

Avanços terapêuticos e acesso no sistema público

A atorvastatina pode ser obtida via Componente Especializado da Assistência Farmacêutica, conforme critérios clínicos. Pravastatina também integra o protocolo, o que nem sempre facilita o acesso a opções mais potentes.

Medicamentos recentes incluem rosuvastatina, ezetimiba, ácido bempedoico e terapias voltadas ao PCSK9, como evolocumabe e inclisirana. Pitavastatina surge como opção em casos específicos, sujeita a tolerância e interações.

Diretrizes e custo-benefício

A Diretriz Brasileira de Dislipidemias de 2025 recomenda estatina de alta intensidade associada à ezetimiba para pacientes de alto risco. Diretrizes europeias também defendem combinações quando metas não são atingidas ou tolerância é limitada.

A decisão de incorporar novas terapias ao SUS envolve custo-efetividade e impacto orçamentário. Em 2025, a Conitec avaliou rosuvastatina de alta intensidade e estimou custos significativos em cinco anos, com decisão pela não incorporação.

Desdobramentos e desigualdade no acesso

E destacada a necessidade de definir grupos prioritários, atualizar protocolos e negociar preços. Enquanto empresas privadas oferecem combinações modernas, pacientes do SUS enfrentam limitações e burocracia, aumentando a desigualdade no tratamento.

A reportagem aponta que reduzir a diferença de acesso a tratamentos eficaz é essencial na política pública de saúde. Evitar infartos exige ações coordenadas entre diretrizes, custos e disponibilidade no sistema público.

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