- Estudos apresentados na reunião anual da Sociedade Americana de Oncologia Clínica (Asco), em chicago, sugerem que canetas com agonistas de GLP‑1 podem reduzir em cerca de 30% o risco de câncer de mama ou de morte pela doença.
- O primeiro estudo, com mais de 110 mil mulheres entre 45 e 80 anos, mostrou menor risco entre quem usava GLP‑1, mas a diferença ficou em 30,5% após ajustes.
- A segunda pesquisa, realizada na Itália com mais de 26 mil pacientes, apontou redução de 30% no risco de mortalidade em mulheres com câncer de mama metastático que incluíram esses medicamentos no tratamento.
- O terceiro estudo, da Cleveland Clinic, acompanhou mais de 12 mil pacientes com sete tipos de câncer e indicou queda de até 50% no risco de progressão para o estágio IV em cânceres de mama, pulmão, colorretal ou fígado.
- Especialistas ressaltam cautela: são dados observacionais e não provam causalidade; mais pesquisas são necessárias para entender se há efeito direto na prevenção ou na progressão do câncer.
Estudos apresentados na reunião anual da Sociedade Americana de Oncologia Clínica (Asco), em Chicago, sugerem que canetas de GLP-1, usadas para diabetes e obesidade, podem reduzir cerca de 30% o risco de câncer de mama ou de morte pela doença. Os resultados são de natureza observacional até o momento.
A pesquisa da Universidade da Pensilvânia analisou mais de 110 mil mulheres entre 45 e 80 anos. Usuárias de GLP-1 tiveram risco 35% menor de desenvolver câncer de mama em relação a não usuárias. Ao parear por características, a diferença ficou em 30,5%.
Estudo italiano, do Istituto Romagnolo per lo Studio dei Tumori Dino Amadori, acompanhou mais de 26 mil pacientes com câncer de mama metastático. A inclusão de medicamentos para perda de peso associou maior controle da doença e redução de 30% na mortalidade.
A Cleveland Clinic conduziu análise com mais de 12 mil pacientes, com sete tipos de câncer. Em câncer de mama, pulmão, colorretal ou fígado, o uso de agonistas de GLP-1 pode reduzir até 50% o risco de progressão para o estágio IV.
Por que há interesse no GLP-1
A relação entre obesidade e câncer sustenta o interesse nesses fármacos. O excesso de peso está ligado a alterações metabólicas e hormonais que favorecem tumores. Especialistas destacam benefícios adicionais, como controle glicêmico e redução da glicose hepática.
Limitações e próximos passos
Especialistas ressaltam cautela: resultados são atribuídos a observações retrospectivas e podem ter viés. Não há comprovação de que GLP-1 previnam câncer de mama. Pesquisas adicionais são necessárias para confirmar causalidade e definir grupos de risco.
Entre na conversa da comunidade