Em Alta Copa do Mundo NotíciasPessoasAcontecimentos internacionaisConflitosPolítica

Converse com o Telinha

Telinha
Oi! Posso responder perguntas apenas com base nesta matéria. O que você quer saber?

Vídeo registra baleia em decomposição no fundo do mar após 15 anos

Carcaça de baleia, filmada ao longo de quinze anos a 1,2 mil metros de profundidade no Pacífico próximo a Vancouver, revela decomposição e bactérias sulfofílicas

Baleia morta a 1.288 metros de profundidade no Pacífico — Foto: Ocean Networks Canada (ONC) e Ocean Exploration Trust (OET)
0:00
Carregando...
0:00
  • Carcaça de baleia, possivelmente azul ou- fin, foi localizada a mais de 1,2 mil metros de profundidade no Pacífico, perto de Vancouver, e filmada durante quinze anos em decomposição.
  • Estudos, publicados no Frontiers in Marine Science, usaram fotogrametria de precisão para medir o esqueleto em detalhes ao revisitar o local várias vezes entre 2012 e 2023.
  • Entre 2012 e 2023, mandíbula encolheu 1,4% e 22 vértebras reduziram 7,8% em comprimento.
  • Uma camada branca de bactérias sulfofílicas cresceu sobre os ossos, indicando estágio sulfofílico da decomposição que já dura pelo menos vinte e um anos.
  • Humor de decomposição aponta que vermes perfuradores de ossos sumiram recentemente, sugerindo mudanças na disponibilidade de oxigênio e possíveis impactos na biodiversidade local.

A carcaça de uma baleia foi observada se decompondo no fundo do mar por 15 anos, a mais de 1,2 mil metros de profundidade, próximo a Vancouver, no Canadá. A descoberta ocorreu após registros de um conjunto de pesquisas que acompanham o esqueleto ao longo de duas décadas, com uso de veículos operados remotamente.

Durante o período, pesquisadores conseguiram retornar ao mesmo local para medir o estado do esqueleto por meio de fotogrametria de alta precisão, com resolução centimétrica. A baleia encontrada em 2009 é possivelmente uma baleia-azul ou baleia-fin, segundo análises de fósseis e características ósseas.

Entre 2012 e 2023, observou-se encolhimento de 1,4% na mandíbula e de 7,8% em 22 vértebras. Ao mesmo tempo, uma camada de bactérias sulfofílicas cresceu sobre os ossos, sinalizando a última etapa de decomposição que envolve ossos e sedimentos.

Detalhes da decomposição

A decomposição de baleias costuma começar pela alimentação de necrófagos nos tecidos moles, seguida pela infiltração de microrganismos nos ossos. A etapa sulfofílica libera substâncias à base de enxofre, combustível para outras formas de vida da região.

Os pesquisadores indicam que essa fase já ocorria há pelo menos 21 anos, o que pode estender-se por mais uma década. O indício principal é o desaparecimento dos vermes perfuradores de ossos no fim dos levantamentos, com presença de diversas espécies sulfofílicas.

Segundo Fabio De Leo, da Universidade de Victoria, carcaças de baleias servem de lar para várias espécies, embora a colonização dependa do fluxo oceânico e de condições locais. A expansão de zonas de mínimo oxigênio também pode impactar o processo natural de erosão óssea.

O estudo, cuja evolução é publicada no Frontiers in Marine Science, reforça a compreensão sobre o tempo de atuação das bactérias decompostas e o papel das condições ambientais na dinâmica de decomposição de carcaças no fundo oceânico.

Comentários 0

Entre na conversa da comunidade

Os comentários não representam a opinião do Portal Tela; a responsabilidade é do autor da mensagem. Conecte-se para comentar

Veja Mais