- Cientistas encontraram um berçário natural de raias-brancas-do-Pacífico em um vulcão submerso inativo próximo à Ilha de Vancouver, no Canadá.
- O local abriga cerca de 2,6 milhões de ovos, uma concentração inédita em um único ponto.
- Os ovos medem aproximadamente 50 centímetros e pertencem à espécie raias-brancas-do-Pacífico.
- Embriões podem levar até 10 anos para se desenvolver, o que aumenta a vulnerabilidade a mudanças ambientais e a ações humanas.
- O vulcão ainda não tem proteção legal específica, o que aumenta o risco de impactos como a pesca de profundidade.
Um grupo de pesquisadores revelou um berçário natural de raias-brancas-do-Pacífico em um vulcão submerso inativo próximo à Ilha de Vancouver, no Canadá. O local abriga cerca de 2,6 milhões de ovos, um número inédito na região, com implicações para a sobrevivência da espécie. A descoberta ocorreu durante uma expedição financiada pela Fisheries and Oceans Canada.
O monte submerso fica a cerca de 1,1 quilômetro do fundo marinho, em área com atividade geotérmica baixa. Em 2019, a equipe liderada pela bióloga Cherisse Du Preez decidiu investigar a estrutura, que nunca havia sido estudada, com uso de robôs subaquáticos.
Durante as observações, os cientistas identificaram fontes termais ativas e uma concentração incomum de ovos grandes, de formato alongado. Os ovos medem aproximadamente 50 centímetros, características típicas da espécie.
Descoberta crítica para a espécie
Antes dessa investigação, o único berçário conhecido de raias-brancas-do-Pacífico no Pacífico ficava próximo às Ilhas Galápagos, com apenas 12 a 20 ovos. O novo local representa um papel essencial, dada a produção em massa de nascimentos em um único ponto.
Riscos à continuidade
Ainda que as condições no vulcão favoreçam o desenvolvimento, o processo de incubação pode levar até 10 anos. Essa longa duração aumenta a vulnerabilidade a mudanças ambientais e a intervenções humanas. O estudo ressalta preocupações semelhantes em outros berçários.
Questões de proteção
Apesar da relevância, o vulcão não possui proteção legal específica. A ausência de autorização para atividades como pesca de profundidade pode colocar em risco o ambiente e a sobrevivência da raia. Pesquisadores defendem medidas regulatórias para preservação.
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