- Detectorista amador encontrou, em 2018, um anel de ouro romano de grande tamanho em um campo em Ilminster, Somerset, Inglaterra, com uma pedra gravada da deusa Vitória em carruagem.
- O anel foi adquirido pelo South West Heritage Trust e será exibido no Museu de Somerset.
- O valor arrecadado pela aquisição foi de £ 78.010; a recompensa foi dividida entre o proprietário do terreno e o detectorista, com Minto levando parte para casa e ajudando a pagar a hipoteca.
- Especialistas dizem que o anel é único na Grã-Bretanha e que pode ter pertencido a uma pessoa rica ligada à administração local ou a uma grande propriedade na região.
- Além do anel, moedas romanas encontradas no mesmo campo ajudam a ilustrar o período de instabilidade no sul de Somerset entre 286 e 296 d.C. O conjunto será exposto ao público no Museu de Somerset.
Um detectorista amador encontrou um anel de ouro romano considerado extraordinário em um campo de Somerset, sudoeste da Inglaterra. A peça pesa 48 g e centra-se em uma pedra preciosa gravada com a imagem da deusa Vitória em uma carruagem, puxada por dois cavalos. O achado ocorreu em Ilminster, após o homem ter retornado a áreas já exploradas por ele.
O britânico Kevin Minto, 68 anos, disse à CNN que levou tempo para entender a importância da descoberta. Ele já havia encontrado moedas romanas no mesmo campo e retornou várias vezes com um grupo de veteranos envolvidos em detecção de metais. O anel foi adquirido pelo South West Heritage Trust e deve ficar exposto no Museu de Somerset.
Ouro romano e processo de compra
Segundo a legislação britânica, achados de tesouros devem ser comunicados às autoridades locais. Um inquérito é conduzido por um médico legista, e museus podem requisitar o item para o público. O valor arrecadado é dividido entre o descobridor e o proprietário do terreno.
O South West Heritage Trust anunciou a aquisição como descoberta sem paralelo para a Grã-Bretanha. O museu recebeu also moedas encontradas por Minto, em total de cerca de £78 mil, com a recompensa dividida entre o terreno e o detectorista.
Contexto histórico e exposição
A curadora Amal Khreisheh afirmou que o conjunto ilustra a vida no sul de Somerset durante períodos de instabilidade entre 286 e 296 d.C. O anel pode ter sido enterrado por volta de 297, junto a moedas, chumbo e cerâmica. A peça deverá compor a exposição permanente do Museu de Somerset.
A peça é considerada de provável propriedade de alguém rico, possivelmente ligado à administração local ou a propriedades agrícolas da região. A descoberta ocorreu numa área que já registrava intenso comércio graças à Fosse Way, via romana que cruzava a região.
O anel e as moedas devem ser mostrados ao público e também estão sendo usados para um programa educativo com escolas locais. Após visitas, a curadora destacou o interesse das crianças em tocar e observar as moedas de perto, reforçando o potencial educativo da peça.
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