- Helion captou US$ 465 milhões em rodada liderada pela Thrive Capital, elevando seu valor de mercado para US$ 15,5 bilhões.
- O valuation nearly triplicou em pouco mais de um ano, após US$ 5,4 bilhões em janeiro de 2025 (rodada série F).
- O conjunto de investidores na rodada série G incluiu Alta Park Capital, Anti Fund, BoxGroup, Lux Capital, Peak XV Partners e Bill Ford, entre outros.
- A empresa já levantou cerca de US$ 1,5 bilhão desde a fundação para acelerar planos comerciais e ampliar a capacidade de produção.
- A Helion informou avanços na máquina Polaris, com temperaturas acima de 150 milhões de graus Celsius; mira chegar a cerca de 200 milhões para geração comercial de energia. Além disso, firmou acordo com a Microsoft para fornecimento a partir de 2028 e parceria com a Nucor para uma usina de 500 megawatts, com a Orion em construção em Malaga, Washington.
A Helion, startup americana de fusão nuclear, levantou US$ 465 milhões em uma rodada de financiamento liderada pela Thrive Capital, elevando seu valor de mercado para US$ 15,5 bilhões. O anúncio sinaliza confiança do mercado na viabilidade comercial da fusão, mesmo diante de desafios técnicos.
A rodada é a Série G da empresa, que já captou cerca de US$ 1,5 bilhão desde sua fundação. Em janeiro de 2025, a Helion levantou US$ 425 milhões e foi avaliada em US$ 5,4 bilhões. Ao longo de 2025, o valuation quase triplicou, refletindo avanços tecnológicos e interesse de investidores em IA e energia.
A companhia informou que os recursos acelerarão planos comerciais, ampliarão a capacidade de produção e apoiarão a entrega de energia a clientes. Entre os participantes, estavam Alta Park Capital, Anti Fund, BoxGroup, Lux Capital, Peak XV Partners e Bill Ford.
Avanços tecnológicos e contratos estratégicos
A Helion anunciou progressos na máquina experimental Polaris, que operou com combustível de fusão a temperaturas superiores a 150 milhões de graus Celsius, cerca de dez vezes a temperatura na superfície do Sol. O objetivo para geração comercial fica próximo de 200 milhões de graus.
A empresa já fechou acordos de fornecimento de energia: contrato com a Microsoft para entrega a partir de 2028 e parceria com a Nucor para desenvolver uma usina de fusão de 500 megawatts. A Orion, primeira usina, está em construção em Malaga, Washington.
Contexto de mercado e investidores
Além da Helion, o setor atrai investidas de nomes ligados à inteligência artificial. Entre os participantes da rodada estão Lightspeed Venture Partners, Mithril Capital, SoftBank Vision Fund 2 e Good Ventures. A corrida pela fusão nuclear tem visto investimento privado crescer nos últimos anos, com números globais em ascensão.
Dados da Fusion for Energy indicam que os investimentos acumulados em fusões aumentaram de US$ 1,7 bilhão em 2020 para US$ 15 bilhões em setembro de 2025. O crescimento reflete a percepção de que a fusão pode sustentar demanda energética associada à IA e a avanços tecnológicos.
Sobre a Helion e suas metas
Fundada em 2013 por David Kirtley, John Slough, Chris Pihl e George Votroubek, a Helion desenvolve a usina Orion no estado de Washington. A empresa busca transformar a fusão nuclear em fonte de energia comercial, complementando outras iniciativas privadas no setor. A reportagem não inclui julgamentos; apenas fatos divulgados pela empresa e por veículos de notícia.
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