- Pela primeira vez, o tráfego automatizado superou o humano na internet, respondendo por 57,5% das requisições HTTP (peças de conteúdo) contra 42,5% de acessos feitos por pessoas reais.
- A mudança ocorreu em junho de 2026, adiantando previsões anteriores que apontavam para o fim de 2027.
- A contagem não inclui robôs de leitura de mecanismos de busca; refere-se a agentes que navegam por conta de usuários.
- Os locais com maior índice de acessos de bots são Gibraltar (92,1%), Singapura (76,4%) e Irã (76,4%); no Brasil, humanos ainda são maioria, com 50,9% frente a 49,1% de bots.
- Entre as funções dos bots estão leitura de páginas de produtos, checagem de preços, comparação de voos, indexação para modelos de IA, pedidos de comida e interação com atendimento ao cliente.
A Cloudflare revelou que o tráfego na internet já é dominado por bots. Segundo o CEO da empresa, Matthew Prince, os agentes automatizados respondem por 57,5% das requisições HTTP, enquanto o tráfego feito por pessoas representa 42,5%.
A virada histórica ocorreu em junho de 2026, antes do previsto. Inicialmente, Prince estimava que isso ocorreria no fim de 2027 ou no início do próximo ano. É a primeira vez que máquinas navegam mais que humanos na web, segundo a Cloudflare.
A contagem não inclui robôs que já circulavam na web, como os usados pelo Google para indexação. O estudo foca em agentes que navegam por conta de usuários, na prática.
Locais com maior incidência de acessos de bots são Gibraltar, com 92,1% de tráfego automatizado, seguido por Singapura e Irã, ambos com 76,4%. O Brasil apresenta 50,9% de tráfego humano e 49,1% de bots, uma diferença tênue.
O que os bots fazem na prática inclui ler páginas de produtos, checar preços, comparar opções de voos e indexar conteúdo para modelos de IA. Eles também interagem com serviços de atendimento ao cliente e pedem itens de compra.
Em termos de engajamento, a Cloudflare adotou o critério de requisições HTTP, o que exclui ações em apps, redes sociais e serviços de streaming. Nessa métrica, os humanos continuam a representar a maioria online.
Um exemplo citado envolve o uso de um modelo de IA para acessar carrinhos de compra em lojas, com dificuldades para concluir tarefas entre plataformas. A situação ilustra limites atuais da automação em alguns cenários de comércio eletrônico.
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