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Enchentes e alagamentos lideram preocupações ambientais nas capitais

Enchentes e alagamentos lideram preocupações ambientais nas capitais; poluição do ar é mais citada em São Paulo entre famílias de maior renda

Inundação no Recife
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  • Enchentes e alagamentos são as principais preocupações em várias capitais, com 64% em Porto Alegre, 50% em Goiânia, 49% em Belo Horizonte, 41% em Recife e 40% no Rio de Janeiro.
  • Em São Paulo, a poluição atmosférica é o item mais citado, por 51% dos entrevistados.
  • A pesquisa – Viver nas Cidades: Meio Ambiente e Mudanças Climáticas – ouviu 3,5 mil pessoas em capitais como Belém, Fortaleza, Manaus e Salvador.
  • Os impactos mais citados no dia a dia são calor excessivo (33%), poluição do ar (22%), preço dos alimentos (15%) e enchentes (11%).
  • Segundo o estudo, 84% dos entrevistados acreditam que as prefeituras podem contribuir no combate às mudanças climáticas.

Os resultados da pesquisa Viver nas Cidades: Meio Ambiente e Mudanças Climáticas apontam alagamentos e inundações como os problemas ambientais mais preocupantes entre moradores de capitais brasileiras. O levantamento foi divulgado nesta terça-feira pelo Instituto Cidades Sustentáveis e pela Ipsos-Ipec.

Entre os respondentes, 64% em Porto Alegre, 50% em Goiânia, 49% em Belo Horizonte, 41% em Recife e 40% no Rio de Janeiro citaram enchentes como principal preocupação. Em São Paulo, porém, a poluição atmosférica lidera o ranking, com 51%.

A pesquisa avaliou 3,5 mil entrevistas online e abrangeu Belém, Fortaleza, Manaus e Salvador, além das capitais citadas. Enchentes aparecem no topo também entre faixas de escolaridade mais alta (43%) e classes A/B (43%) e C (40%).

A poluição do ar aparece mais destacada entre pessoas com renda familiar superior a dois salários mínimos. Quem ganha mais de cinco salários cita a poluição em 39%, e quem ganha de dois a cinco salários, 37%. Classes A/B registram 38%.

Para o coordenador-geral do Cidades Sustentáveis, Jorge Abrahão, houve mudança de percepção: antes, educação e saúde dominavam as prioridades; hoje emergem demandas ambientais. Ele critica a morosidade de soluções governamentais.

Abrahão afirma que, muitas vezes, gestores priorizam ações de visibilidade imediata, como obras de pavimento, em vez de planos de prevenção ambiental. Segundo ele, é comum a adoção de medidas de curto prazo sem foco em prevenção.

Entre os impactos citados pela população, o calor excessivo lidera com 33%, seguido da poluição do ar (22%). O preço dos alimentos aparece em 15% e as enchentes, 11%.

A deputada Marina Silva participou do lançamento e enfatizou a necessidade de medidas práticas. Ela defende um conselho nacional de segurança climática, semelhante ao IPCC, e um marco regulatório para emergências climáticas.

A pesquisa aponta que 84% dos entrevistados acreditam que as prefeituras podem contribuir para o enfrentamento das mudanças climáticas. Marina Silva também ressaltou a importância de políticas públicas que dialoguem com os três níveis de governo.

Contexto e financiamento

O estudo foi elaborado com apoio do Sesc SP e realizou os questionários entre 1º e 27 de dezembro de 2025, com moradores de capitais com pelo menos dois anos de residência. O projeto integra o Programa Cidades Sustentáveis e conta com cofinanciamento da União Europeia.

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