- A SCaN (Comunicações e Navegação Espacial) trabalha para desenvolver capacidades de comunicação entre a Terra e missões em órbita baixa, na Lua e além, integrando redes terrestres, em espaço próximo e Deep Space.
- No episódio 425, Greg Heckler apresenta os esforços para evoluir a infraestrutura de comunicação profunda, incluindo planejamento de antenas, sistemas de retransmissão e integração com outras diretorias da NASA.
- Artemis II incluiu demonstração de comunicação óptica (OpCom), atingindo até cerca de 260 megabits por segundo, com retorno de dados rápido que favorece a interação entre equipe científica e astronautas.
- Há planos para relés lunares e redes sem fio na superfície da Lua, usando tecnologia comercial quando possível, para atender várias plataformas (rovers, módulos de pouso e bases lunares) e manter conectividade constante com a Terra.
- A prioridade de curto prazo é melhorar as capacidades para Artemis III, buscando soluções end-to-end com parceiros industriais para entregar streaming de vídeo em 4K e atender aos cronogramas de integração com o módulo Orion.
O episódio 425 do podcast oficial da Johnson Space Center em Houston, nos Estados Unidos, traz Greg Heckler, gerente adjunto de Capacidade de Desenvolvimento da SCaN, para discutir o futuro das comunicações em profundidade espacial. A gravação ocorreu em 5 de maio de 2026, com foco nas missões da NASA em órbita terrestre, na Lua e além.
Heckler explica como a infraestrutura atual sustenta Artemis II, incluindo redes de comunicação de terra a espaço e os recursos da Deep Space Network e da Near Space Network. Ele aponta a necessidade de evoluir para atender às exigências de volumes de dados maiores e a continuidade operacional de futuras missões.
O programa Space Communications and Navigation, conhecido como SCaN, gerencia operações, desenvolvimento de tecnologia e projetos de entrega de infraestrutura de comunicação para Orion, bases lunares e futuras missões para Marte. A equipe trabalha de forma integrada com outras diretorias da NASA para alinhar capacidades às metas de longo prazo.
Entre as estratégias, destaca-se a transição de redes legadas para soluções baseadas em tecnologia moderna, incluindo comunicações ópticas (OpCom). O objetivo é aumentar a taxa de dados, reduzir peso e consumo de energia dos equipamentos, e ampliar a diversidade de opções de comunicação, especialmente em ambientes desafiadores como a superfície lunar.
Heckler detalha o esforço de relé lunar, que utiliza satélites para manter conectividade constante entre rovers, módulos de pouso e Mission Control, mesmo em regiões com visibilidade limitada para a Terra. A primeira de essas plataformas, desenvolvida com o parceiro Intuitive Machines, está prevista para o lançamento em novembro deste ano.
O executivo também comenta a retirada gradual do sistema TDRS em favor de soluções comerciais e de demonstrações ópticas já em uso em várias missões, incluindo a Lunar Reconnaissance Orbiter e a Psyche. A transição busca maior confiabilidade e custos mais estáveis a longo prazo.
Sobre Artemis III, a NASA busca soluções de comunicação que entreguem vídeo em 4K e suportem várias fontes de dados. A agência abriu um pedido de informações para que a indústria apresente propostas end-to-end compatíveis com o cronograma da missão e com a integração de terminais e rede de apoio.
No conjunto, as iniciativas refletem uma visão de amplo investimento público-privado, com aproveitamento de tecnologias comerciais e padrões abertos para acelerar a entrega de serviços de comunicação confiáveis em missões lunares e, no futuro, em operações em Marte.
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