- Estudo da Universidade Federal de Minas Gerais com cerca de 50 mil idosos, ao longo de 11 anos, associa uso excessivo de telas a insônia, ansiedade, isolamento social e prejuízos cognitivos.
- Entre pessoas com 50 anos ou mais, passar longas horas em celulares está ligado a pior qualidade do sono e aumento da ansiedade, além da nomofobia.
- A pesquisa aponta que o hábito pode comprometer memória, atenção e sono, afetando o envelhecimento saudável.
- A análise reforça a importância de equilibrar atividades digitais com outras práticas para manter a saúde mental e cognitiva na faixa etária acompanhada.
O uso excessivo de celulares pode trazer impactos mais relevantes para pessoas com mais de 50 anos. Pesquisadores da Universidade Federal de Minas Gerais, a UFMG, conduziram um levantamento que analisou 11 anos de estudos sobre cerca de 50 mil idosos. O objetivo foi entender a relação entre tempo diante da tela e saúde.
O estudo aponta associações entre tempo excessivo de tela e qualidade do sono prejudicada, além de aumento da ansiedade. Também houve indicação de isolamento social e prejuízos cognitivos, como queda de memória e atenção, entre os principais resultados observados.
Os dados sugerem que o hábito de passar horas no celular pode reduzir a participação em atividades diurnas, afetando rotinas e bem-estar. A pesquisa ressalta que o impacto não é universal, depende de padrões de uso e de contextos individuais.
Resultados da pesquisa
A análise revisou várias investigações ao longo de mais de uma década, envolvendo adultos com mais de 50 anos. Os indícios indicam que a exposição contínua à tela está associada a alterações no sono e a maior vulnerabilidade a problemas cognitivos.
O estudo também detalha a possibilidade de nomofobia, o desconforto relacionado à sensação de ficar sem o celular. Nem todos os idosos apresentam os mesmos impactos, mas a tendência geral aponta para efeitos negativos em grupos mais vulneráveis.
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